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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DESPOTISMO ILUMINADO OU ESCLARECIDO

O despotismo iluminado (ou esclarecido) foi a forma de poder real praticada no século XVIII em várias regiões da Europa, nomeadamente:
- na Prússia, com Frederico II
-na Áustria, com José II;
-na Rússia, com Catarina II;
-na Suécia, com Gustavo III;
-em Portugal, com D. José I.
Sob o despotismo iluminado ou esclarecido, o rei tinha poder absoluto (era um déspota), mas justificava a sua autoridade através do pensamento iluminista (A RAZÃO).
O rei, iluminado pela razão e apoiado pelos filósofos iluministas, propunha-se reorganizar o reino para o bem público e o progresso. Daí o lema ser “Tudo pelo povo, mas sem o povo”, com a instrução do povo.
Este regime permitiu, por um lado, o reforço do poder que os monarcas pretendiam e, por outro lado, a aplicação prática dos princípios iluministas desejada pelos filósofos.

FILÓSOFOS ILUMINISTAS

Destacam-se os seguintes pensadores iluministas pela sua perspectiva revolucionária de encarar o homem e a sociedade
1. Jean-Jacques Rousseau defende a soberania (poder político) do povo. É o povo que, de livre vontade, transfere o seu poder para os governantes mediante um pacto (ou contrato social). Consegue, desta forma, respeitar a vontade da maioria sem perder a sua liberdade. Em troca, os governantes têm de actuar com justiça, sob pena de serem depostos. (obra de referência: O Contrato Social).
2. Montesquieu defende a doutrina da separação dos poderes (legislativo, executivo e judicial) como garantia de liberdade dos cidadãos. (obra de referência: O Espírito das Leis).
3. Voltaire entre outras contribuições importantes para o Iluminismo, defende a tolerância religiosa e a liberdade de consciência: a religião que criou, o deísmo, rejeita as religiões instituídas, centrando-se na adoração de um Deus bom, justo e poderoso, criador do Universo. (obra de referência: Tratado sobre a Tolerância).
Estas ideias foram aplicadas na prática, nas revoluções liberais, sob a forma das constituições.

MÉTODO EXPERIMENTAL E A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA- SÉCULO XVII

 
MÉTODO EXPERIMENTAL
Foi Francis Bacon, na sua obra Novum Organum (1620), quem expôs as etapas do método indutivo ou experimental, valorizando a realização de experiências apoiadas num “método seguro e fixo”. Este método compreendia várias etapas:

1. Observação;
2. Formulação de hipóteses;
3. Repetição das experiências;
4. Determinação de leis gerais.
Este “método da experiência” de Francis Bacon foi reforçado pelo ”método da dúvida” defendido por René Descartes na obra O Discurso do Método, a qual estabelecia o primado do pensamento racionalista. A aplicação do método experimental de Bacon e da dúvida metódica de Descartes à ciência marca uma rutura fundamental a que chamamos “revolução científica”: é a tentativa de apartar a superstição da verdade comprovável, de substituir a credulidade pela investigação.

sábado, 21 de julho de 2012

MÓDULO 4:UNIDADE 4: CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE EUROPEIA

CONTEXTUALIZAÇÃO
No século XVII e XVIII, rasgam-se novos horizontes ao pensamento europeu. A ciência envereda decididamente pelo experimentalismo, destruindo crenças antigas sobre a Natureza e o Homem.
O entusiasmo gerado pelas novas descobertas contrasta com o temor de muitos que, vendo desabar o seu sólido mundo de certezas, procuram, em vão, travar os avanços do conhecimento.
Um olhar crítico, despido de preconceitos, estende-se também aos regimes políticos, às estruturas sociais, à própria religião.  Acreditando nas potencialidades quase ilimitadas da Razão humana, fazendo dela o seu guia e a sua Luz, os pensadores do século XVIII – que a história conhece como iluministas – questionam a Velha Ordem, apontando-lhe as fraquezas e as injustiças.
Admitindo que todos os homens nascem livres e iguais, os filósofos iluministas destroem os fundamentos do Antigo Regime: a origem divina do poder; a rígida hierarquização social, a uniformização religiosa. Erguem, em contrapartida, as ideias do “contrato social”, do valor do indivíduo, da liberdade de crença e pensamento. Em suma, constrói-se o conjunto de valores que guiará a Europa em direção à modernidade.
Este fervilhar de ideias novas toca também Portugal. Assumindo um absolutismo que pretende iluminado pela clarividência da Razão, D. José I delega em Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal, toda a autoridade necessária à modernização do país.
Pela mão do Marquês reformam-se instituições do Estado, submetem-se os privilegiados, modifica-se profundamente o ensino. Ergue-se, também, dos escombros do Terramoto, a Lisboa pombalina, jóia urbanística do iluminismo europeu.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

CONCEITOS: MÓDULO 4:UNIDADE 4: CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE EUROPEIA


UNIDADE 4: CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE EUROPEIA

ILUMINISMO:- Corrente filosófica que se desenvolveu na Europa do século XVIII e que caracterizou pela crítica à autoridade política e religiosa, pela afirmação da liberdade e pela confiança da Razão e no progresso da ciência, como meios de atingir a felicidade humana.
Originárias da Inglaterra (Enlightenment) e da Holanda, as “Luzes” fizeram da França o seu principal centro e, especialmente de Paris, irradiaram para a Europa e para o Mundo.
Na Alemanha, por exemplo, o movimento é conhecido pelo nome de Aufklarung (esclarecimento) e na Espanha por Ilustración (ilustração)