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sábado, 26 de julho de 2014

MÓDULO 4: CONTEXTUALIZAÇÃO

CONTEXTUALIZAÇÃO
Numa Europa essencialmente agrícola e tecnologicamente pouco avançada, o número de homens flutua, acompanhando os ciclos económicos: em épocas de prosperidade, a população cresce; diminui ou estagna nos períodos de recessão.
No século XVII, fizeram-se sentir os efeitos de uma crise económica acentuada, de uma grande turbulência política e de frequentes tumultos sociais.
 Foi um tempo marcado pela fome, pela doença e pela guerra. 
Esta “trilogia negra”, que regressou em força após o intervalo representado pelo século XVI, tornou a morte mais próxima e os nascimentos mais raros.
 Sucederam-se, intensas e frequentes, as crises demográficas da Europa pré-industrial.
Em meados do século XVIII, este ciclo negativo termina dando lugar a um período de crescimento populacional que não mais se inverterá. 
A Revolução Industrial aproxima-se, trazendo consigo um sistema económico e um modelo demográfico inteiramente novos.

sábado, 28 de julho de 2012

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA

CONTEXTUALIZAÇÃO
No fim do século XIX, a crença no valor da ciência atingiu o seu auge. Os extraordinários progressos nas mais diversas áreas científicas e técnicas consolidaram a fé no conhecimento como alicerce de um mundo melhor. Endeusados, revestidos de uma quase omnipotência, o racionalismo e o método científico dominam, então, a cultura europeia.
Fazendo-se sentir em todas áreas, das ciências exatas às ciências sociais, da filosofia ao ensino, o apreço pelo concreto, pelo “positivo” vai também refletir-se na arte e na literatura.
Artistas e escritores rejeitam os velhos cânones académicos e voltam-se  para o mundo que os rodeia, procurando retratá-lo da forma mais objectiva. No entanto, as necessidades do espírito rapidamente se manifestam e, numa oposição clara ao Realismo dominante, emerge a corrente simbolista, feita de imaterialidade e transcendência.
Embora contrárias, as duas tendências partilham da mesma ousadia e da necessidade de encontrar uma estética própria, liberta das regras tradicionais.
Este sentimento conduzirá à Arte Nova que tão fortemente marcou a viragem do século.
Procurando acompanhar o passo da Modernidade europeia, os intelectuais portugueses consomem avidamente as novidades que, “aos pacotes”, lhes chegam de comboio. No último terço do século, sob o impulso da Geração de 70, o nosso país abre-se ao debate social e ás novas tendências literárias. Adere também, embora de forma moderada, à estética realista que tinha conquistado a Europa, 20 anos antes. Não se colocando à margem da revolução cultural que se desencadeara na Europa, Portugal mantém, no entanto, a sua índole prudente e conservadora.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 3: EVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA- NACIONALISMO E IMPERIALISMO

CONTEXTUALIZAÇÃO

Desde as últimas décadas do século XIX que o demoliberalismo se consolidou no mundo ocidental, mercê de conquistas políticas notáveis. Entre elas, a do sufrágio universal que, todavia, deixou de fora as mulheres, os negros e os analfabetos.
Entretanto, na Europa Central e Oriental, persistiam Estados autoritários e conservadores, assentes na autocracia e na submissão de várias nacionalidades.
E num tempo em que os movimentos de libertação e de unificação nacional estavam na ordem do dia, a opressão de nações afigurava-se deveras ameaçadora.
O mesmo acontecia com os afrontamentos imperialistas, resultantes do domínio da Europa sobre o Mundo.
De facto, na África e na Ásia, velhas e novas nações europeias partilhavam territórios e dominavam povos. Envolto em perigosas rivalidades, o fenómeno imperialista contribuiu para o estado de tensão política que conduziria à Primeira Guerra Mundial.

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 2: A SOCIEDADE INDUSTRIAL E URBANA

CONTEXTUALIZAÇÃO
A Revolução Industrial e o capitalismo resultaram em transformações quantitativas e qualitativas no seio das populações. A explosão populacional foi a primeira dessas grandes alterações, tornada possível pelo declínio acentuado e irreversível da mortalidade. Um “mundo cheio” era o espetáculo da Humanidade no século XIX, que fez crescer aceleradamente as cidades (expansão urbana) e, na emigração, encontrou saída para os seus problemas.
Entretanto, as hierarquias tradicionais desmantelavam-se e a sociedade de ordens dava lugar à sociedade de classes. A burguesia empresarial e financeira consolidou a sua preeminência. Comportou-se como as elites aristocráticas, mas foi também capaz de se orgulhar do seu êxito derivado do trabalho. As classes médias proliferam na sequência do incremento do terciário e da expansão urbana.
O proletariado emergiu e combateu por um mundo melhor. A sua miséria assustou e perturbou as consciências burguesas. Do socialismo utópico e do marxismo saíram tentativas de resposta à sua precária condição. 

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 1: AS TRANSFORMAÇÕES ECONÓMICAS NA EUROPA E NO MUNDO

CONTEXTUALIZAÇÃO
No decurso do século XIX, a Revolução Industrial mudou a face da Europa e do Mundo.
Fruto da estreita ligação entre o laboratório e a fábrica, o ritmo das inovações acelerou-se. Novas fontes de energia, como a eletricidade e o petróleo, e novos sectores de ponta, como a siderurgia e a química, marcam a segunda metade do século. As distâncias encurtam-se, dada a rapidez crescente dos transportes e dos meios de comunicação.
Perfeitamente consolidado, o capitalismo industrial impõe as suas regras. A livre-concorrência força a concentração empresarial e a otimização dos recursos produtivos. No fim do século, estão já constituídos os primeiros gigantes económicos e estudam-se as formas de uma maior rentabilização do trabalho humano.
Pioneira da industrialização mundial, a Inglaterra mantém, até cerca de 1870, um lugar destacado entre as grandes potências. A confiança nas capacidades da sua economia leva-a a defender o livre-cambismo como a fórmula mais eficaz para a prosperidade geral. A Europa escuta-a e suspende os entraves à livre circulação de mercadorias. As trocas mundiais praticamente duplicam em menos de um século.
A expansão do capitalismo não se faz, porém, sem sobressaltos. Repetidas crises cortam bruscamente os anos de prosperidade e lançam os países mais ricos num clima de desorientação e na miséria social. Faltam, ainda, mecanismos de controlo económico que só a evolução do sistema permitirá aperfeiçoar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 5:UNIDADE 5: O LEGADO DO LIBERALISMO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX,

CONTEXTUALIZAÇÃO
Consequência da ideologia das Luzes e das Revoluções Liberais, o liberalismo expande-se no mundo ocidental durante a primeira metade do século XIX. Defende, antes de mais, a liberdade individual, a igualdade perante a lei e a propriedade privada, entendendo caber ao Estado a preservação destes princípios burgueses. Para tal, o poder político, progressivamente secularizado, funcionaria na base da separação dos poderes e da soberania nacional, garantidas, bem como os direitos do indivíduo, em textos constitucionais.
Sob o ponto de vista económico, o liberalismo defende a livre iniciativa, a abolição dos monopólios, considerando a livre concorrência como o garante da ordem, da justiça e do progresso da sociedade.
Porém o liberalismo então vigente conheceu restrições. Limitou o exercício da soberania aos mais abastados e esclarecidos, através do sufrágio censitário. A custo, e depois de muitas polémicas e conflitos armados, inclusive, aboliu a escravatura.
Concomitantemente, nas artes, o Romantismo é a expressão da ideologia liberal. Na literatura, na música e nas artes plásticas, propõe uma nova estética, afastada dos cânones racionalistas clássicos, fantasiosas, imaginativa, sentimental, individualista e nacionalista.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 5: UNIDADE 4: A IMPLANTAÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL

CONTEXTUALIZAÇÃO
No Portugal do Antigo Regime, as Invasões Francesas (1807-1811) deixaram profundas marcas. Entre elas, a difusão dos ecos liberais, a desorganização económica, a instalação da Corte no Brasil, a entrega do Reino à “proteção” da Inglaterra.
Toda esta conjuntura concorreu para a Revolução Liberal de 1820. Invocando a regeneração da Pátria, expulsou-se os ingleses, exigiu-se o regresso do rei e a adoção de uma monarquia constitucional.
A ação do vintismo pautou-se pelo radicalismo. Retirou privilégios à nobreza e ao clero e diminuiu fortemente as prerrogativas reais. Ao ódio dos partidários do Antigo Regime, juntou-se a insatisfação popular, perante a tibieza da legislação socioeconómica, e o descontentamento burguês pela emancipação do Brasil.
Nem sequer a tentativa de apaziguamento político-social, representada pela outorga da Carta Constitucional (1826), foi suficiente para suster a resistência ao liberalismo. Só ao cabo de uma guerra civil de dois anos (1832-1834), a causa liberal triunfou. A legislação de Mouzinho da Silveira encarregou-se, entretanto, de liquidar o Antigo Regime.
Apesar de definitivamente vitorioso, nem por isso o liberalismo decorreu sem sobressaltos. Até 1851, moderados e radicais alternaram-se no poder, dando corpo –os primeiros- aos projetos cartistas e cabralista e os segundos ao setembrismo.

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 5:UNIDADE 3- A GEOGRAFIA DOS MOVIMENTOS REVOLUCIONÁRIOS NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX: AS VAGAS REVOLUCIONÁRIAS LIBERAIS E NACIONAIS

CONTEXTUALIZAÇÃO
Desde a sua eclosão, a Revolução Francesa, apresenta-se como um modelo de luta contra a tirania. Sob a sua influência e do imperialismo napoleónico, os ecos liberais difundem-se na Europa.
Ferozmente conservador, antiliberal e antinacionalista, o Congresso de Viena (1815) constrói um novo mapa político europeu.
Desrespeita nações, submetendo-as a Estados estrangeiros, e elimina as heranças revolucionárias.
Contra esta nova ordem política ergue-se uma vaga de revoluções na Europa, entre 1820 e 1824, que acaba por se repercutir na emancipação da América Latina.
Uma segunda vaga revolucionária ocorre entre 1829 e 1839 e uma terceira explode em 1848. Se, naquela, a vitória do liberalismo foi notória, já na última as conquistas revolucionárias revelaram-se efémeras.

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 5: UNIDADE 2: A REVOLUÇÃO FRANCESA – PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS

CONTEXTUALIZAÇÃO
De 1789 a 1804, a França, viveu um processo revolucionário que, além de destruir o Antigo Regime, produziu uma série de experiências políticas com repercussões no mundo contemporâneo.
A Monarquia Constitucional (1789-1792) coube pôr em prática a tripartição dos poderes, a soberania da Nação, a abolição das ordens sociais, a livre iniciativa, a tolerância religiosa.
Acreditava-se que, sob a égide da burguesia, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade seriam possíveis.
A radicalização da Revolução (1792-1795) fez os Franceses prescindirem da figura real e até de Deus. Foram os tempos da República dos sans-cullotes e jacobinos, que se alicerçou no Terror, ameaçada pela guerra civil e pela invasão estrangeira.
Em 1794, os burgueses tomaram as rédeas do poder. O Directório procuraria, de 1795 a 1799, salvar e consolidar a revolução burguesa. Esta foi, também a tarefa do Consulado e da sua figura de proa – Napoleão Bonaparte. Herói militar, foi considerado um salvador da Revolução. O seu governo pessoal, como imperador, pôr-lhe-ia fim.

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 5: UNIDADE 1: A REVOLUÇÃO AMERICANA- UMA REVOLUÇÃO FUNDADORA

CONTEXTUALIZAÇÃO
Vitoriosa na Guerra dos Sete Anos, a Inglaterra entendeu que as suas colónias da América do Norte deveriam pagar o esforço feito para as proteger da França. Onerou-as com impostos, conduta que os americanos reprovaram de imediato. Uma série de mal-entendidos e uma grande falta de tato do Governo de Londres levaram as colónias a clamarem pela Independência, encetando uma guerra de libertação da metrópole. Com a ajuda militar francesa, conseguiram os seus intentos.
A jovem nação, que proclamou a independência em 1776, sob a égide das Luzes, seria reconhecida pela Inglaterra em 1783.
Pela Constituição de 1787, tomou a forma de uma república federal – a República dos Estados Unidos da América -, que foi o primeiro Estado descolonizado do Mundo.

sábado, 21 de julho de 2012

MÓDULO 4:UNIDADE 4: CONSTRUÇÃO DA MODERNIDADE EUROPEIA

CONTEXTUALIZAÇÃO
No século XVII e XVIII, rasgam-se novos horizontes ao pensamento europeu. A ciência envereda decididamente pelo experimentalismo, destruindo crenças antigas sobre a Natureza e o Homem.
O entusiasmo gerado pelas novas descobertas contrasta com o temor de muitos que, vendo desabar o seu sólido mundo de certezas, procuram, em vão, travar os avanços do conhecimento.
Um olhar crítico, despido de preconceitos, estende-se também aos regimes políticos, às estruturas sociais, à própria religião.  Acreditando nas potencialidades quase ilimitadas da Razão humana, fazendo dela o seu guia e a sua Luz, os pensadores do século XVIII – que a história conhece como iluministas – questionam a Velha Ordem, apontando-lhe as fraquezas e as injustiças.
Admitindo que todos os homens nascem livres e iguais, os filósofos iluministas destroem os fundamentos do Antigo Regime: a origem divina do poder; a rígida hierarquização social, a uniformização religiosa. Erguem, em contrapartida, as ideias do “contrato social”, do valor do indivíduo, da liberdade de crença e pensamento. Em suma, constrói-se o conjunto de valores que guiará a Europa em direção à modernidade.
Este fervilhar de ideias novas toca também Portugal. Assumindo um absolutismo que pretende iluminado pela clarividência da Razão, D. José I delega em Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal, toda a autoridade necessária à modernização do país.
Pela mão do Marquês reformam-se instituições do Estado, submetem-se os privilegiados, modifica-se profundamente o ensino. Ergue-se, também, dos escombros do Terramoto, a Lisboa pombalina, jóia urbanística do iluminismo europeu.

MÓDULO 4:UNIDADE 3: TRIUNFO DOS ESTADOS E DINÂMICAS ECONÓMICAS NOS SÉCULOS XVII E XVIII

CONTEXTUALIZAÇÃO
No século XVII a afirmação da grandeza do Estado e do poder real tornou mais evidente a recessão económica que se abateu sobre a Europa. Procurando ultrapassá-la, elaborou-se a primeira teoria económica consistente, que ficou conhecida como mercantilismo.
Partindo do principio que a riqueza de uma nação se media pela quantidade de metal precioso arrecadado nos seus cofres, os mercantilistas procuram  obtê-lo através de um saldo positivo da balança comercial, fomentando as exportações e reduzindo as importações.
Esta política económica, altamente protecionista e competitiva, contribuiu para agudizar as tensões entre os estados europeus, que se envolveram numa negra série de conflitos pelo domínio das áreas coloniais e das carreiras marítimas.
Destes conflitos sai vitoriosa a Inglaterra que, em meados do século XVIII, se impõe como potência hegemónica. Senhora de um grande império, plena de vigor económico e de espírito inovador, será ela a inaugurar a era industrial, consolidando assim, por muito tempo, a sua superioridade económica.
Integrado nesta Europa turbulenta, Portugal continua a ter no comércio o seu principal sustento. Porém, também no nosso país se tomam medidas concertadas de fomento industrial: primeiro, sob a orientação do conde Ericeira, como forma de debelar a grave crise do final do século XVII; depois, sob a mão forte do marquês de Pombal, empenhado em eliminar o enorme défice da nossa balança comercial que, durante meio século, canalizou para a Inglaterra o ouro que nos chegava do Brasil.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MÓDULO 4: UNIDADE 2: A EUROPA DOS ESTADOS ABSOLUTOS E A EUROPA DOS PARLAMENTOS

CONTEXTUALIZAÇÃO
No Antigo Regime, a sociedade encontra-se ainda fortemente hierarquizada em ordens ou estados. O poder, a ocupação, a consideração social de cada indivíduo são definidos pelo nascimento e reforçados por um estatuto jurídico diferenciado.
No topo da hierarquia social, o rei afirma-se como poder único, absoluto e sacralizado. A sua autoridade reforça-se, quer pela pena de teóricos como Bossuet, quer pela determinação e arrojo político de alguns monarcas, como Luís XIV, paradigma dos reis absolutos.
Em Portugal, o absolutismo encontra a sua  expressão máxima e significativa na pessoa de D. João V. O ouro, que, às toneladas, lhe chega do Brasil, permite ao rei rodear-se de uma opulência pouco usual no nosso país. Mafra tornou-se o seu símbolo.
Exceções a esta Europa absolutista e nobiliárquica, a Holanda e a Inglaterra procuram outras formas de governo e outro equilíbrio social.
Nas Províncias Unidas, os supremos interesses do Estado fundem-se, muitas vezes, com os supremos interesses do comércio. A burguesia impõe-se a uma nobreza restrita que, em vão, tenta controlar o poder.
A pouca distância, a Inglaterra luta tenazmente contra as ambições absolutistas dos seus monarcas. Depois de um período sangrento de ódios e guerra civil, depois de uma breve e amarga experiência republicana, as ideias de soberania popular acabaram por se impor numa “revolução gloriosa”. Gloriosa porque, sem sangue, se consolidaram os fundamentos de um regime político original, respeitador do indivíduo e da alternância governativa baseada em eleições.

MÓDULO 4:UNIDADE 1- POPULAÇÃO DA EUROPA NOS SÉCULOS XVII e XVIII: CRISES E CRESCIMENTO

CONTEXTUALIZAÇÃO
Numa Europa essencialmente agrícola e tecnologicamente pouco avançada, o número de homens flutua, acompanhando os ciclos económicos: em épocas de prosperidade, a população cresce; diminui ou estagna nos períodos de recessão.
No século XVII, fizeram-se sentir os efeitos de uma crise económica acentuada, de uma grande turbulência política e de frequentes tumultos sociais. Foi um tempo marcado pela fome, pela doença e pela guerra. Esta “trilogia negra”, que regressou em força após o intervalo representado pelo século XVI, tornou a morte mais próxima e os nascimentos mais raros. Sucederam-se, intensas e frequentes, as crises demográficas da Europa pré-industrial.
Em meados do século XVIII, este ciclo negativo termina dando lugar a um período de crescimento populacional que não mais se inverterá. A Revolução Industrial aproxima-se, trazendo consigo um sistema económico e um modelo demográfico inteiramente novos.