Thomas Edison e da Exposição Universal de Paris 1900
HISTÓRIA 11 A:Curso Científico - Humanístico Línguas e Humanidades -------- Marc Bloch define a História como a “Ciência dos homens, no tempo” uma vez que estuda os homens, sua produção e suas relações sociais, políticas, económicas e culturais num determinado espaço e tempo
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
DOCUMENTÁRIO: EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE PARIS EM 1900
Thomas Edison e da Exposição Universal de Paris 1900
domingo, 26 de agosto de 2012
SOCIALISMO CIENTÍFICO
SOCIALISMO UTÓPICO: ROBERT OWEN (inglês), SAINT-SIMON, PROUDHON, FOURIER (franceses).
SOCIALISMO CIENTÍFICO: KARL MARX E FRIEDRICH ENGELS (alemães).Livro: O CAPITAL "Toda a História do Homem está marcada pela luta entre explorados (proletariado) e exploradores (burguesia)".
Karl Marx e Friedrich Engels expuseram, no livro “Manifesto do Partido Comunista “(1848), uma proposta de explicação do processo histórico, que tomou o nome de marxismo ou materialismo histórico.
TEORIA MARXISTA
1-Fim da exploração dos trabalhadores através da REVOLUÇÃO.
2- Tomada do poder pelos trabalhadores e instauração duma DITADURA DO PROLETARIADO (operários+camponeses)
3-COLECTIVIZAÇÃO dos meios de produção e NACIONALIZAÇÃO.
4-SOCIALISMO: Igualdade e Justiça social
5-COMUNISMO: Sociedade sem classes (etapa final).
Os operários devem unir-se internacionalmente para fazer a revolução comunista, por isso, o Manifesto institui o lema “ Proletários de todos os países, uni-vos”.
ANARQUISMO: PROUDHON E BAKUNINE (russo)..
SOCIALISMO REFORMISTA: Defende a ideia de chegar ao poder através do voto. KAUTSKY, EDWARD BERNSTEIN (alemães) e JEAN JAURÉS (francês).
URBANISMO OITOCENTISTA
O crescimento muito rápido de algumas cidades (por exemplo, Londres, Paris, Nova Iorque) originou novos problemas que se tornaram um desafio para as chefias municipais e para arquitetos, urbanistas e filantropos.
O novo urbanismo tinha, essencialmente, duas preocupações:
1- criar espaços para a burguesia, “entregando” a cidade àqueles que a tinham criado;- as antigas muralhas são destruídas, rasgam-se avenidas, criam-se infraestruturas (abastecimento de água e iluminação, rede de esgotos), projetam-se espaços para o lazer (óperas, teatros e jardins) criam-se redes de transportes públicos (elétricos e metropolitanos).
Neste processo, a cidade expande-se em extensão (ou em altura, com os primeiros arranha-céus, EUA), relegando as “classes perigosas” para a periferia.2- proporcionar condições de vida mais dignas para os proletários, em geral provincianos desenraizados cujos filhos (a prole) trabalhavam arduamente para aumentar o rendimento doméstico. Vários urbanistas, preocupados com os problemas sociais que atribuíam à deficiente habitação operária, procuraram soluções ideais para integrar harmoniosamente o operário no espaço industrial. Ficaram conhecidos por urbanistas utópicos.
sábado, 25 de agosto de 2012
CLASSES: ALTA, MÉDIA E BAIXA
Classe alta: Alta burguesia
No século XIX, a alta burguesia conquistou, finalmente, um poder equiparável ao seu estatuto económico: além de controlar os pontos-chave da economia (bancos, transportes, indústrias) exercia cargos na política (de deputado, de ministro).
A alta burguesia habitava em ricas e luxuosas moradias, rodeadas de jardins.
Os seus divertimentos eram dar um passeio pelo jardim – passeio público, ir ao teatro, à ópera e ao café. Porém, ao nível dos comportamentos, a nobreza continuava a ser o modelo: para afirmar o seu poder, os burgueses de negócios tentavam aproximar-se da aristocracia (compravam castelos e mansões, casavam os herdeiros com membros da velha nobreza, organizavam bailes e caçadas).
No entanto, pouco a pouco a burguesia foi definindo e impondo os seus próprios valores – tais como o apreço pelo trabalho, o sentido de poupança, a perseverança e a solidariedade familiar.
Passou, então, a demonstrar orgulho pelo estilo de vida burguês.
As classes médias constituem o grupo mais heterogéneo e socialmente flutuante da sociedade industrial. Englobam o conjunto das profissões que não dependem do trabalho físico, isto é, o chamado setor dos serviços.
Por vezes chamados de colarinhos brancos, devido ao sua forma de vestir (camisas brancas sempre em serviço).
-Pequenos empresários da indústria
-Empregados comerciais
-Profissionais liberais
As classes médias eram acérrimas defensoras dos valores da burguesia, no intuito de permanecerem dentro dessa classe social.
Tornaram-se, assim, as classes mais conservadoras.
Classes médias conservadoras, o desenvolvimento das classes médias urbanas está ligado ao grande desenvolvimento do sector terciário. Apostando na permeabilidade social, possível nesta sociedade liberal, as classes médias são geralmente de origem humilde quando não é rural e aspiram à promoção social. As classes médias são heterogéneas: além de empregados de loja, armazéns, funcionários dos serviços e do Estado, são advogados, farmaceuticos, médicos, oficiais militares, engenheiros, intelectuais e artistas. A sua autoridade e estatuto derivava da sua preparação académica e preparação técnica. A sua importância política derivava do seu número e importância em termos eleitorais. Geralmente mais esclarecidos que a maioria da população o seu voto era importante dado o seu pendor conservador, sendo uma classe decisiva na contagem de votos para determinar vencedores nos países onde o sufrágio universal se implantou. Vocação conservadora das classes médias: sentido da ordem, estatuto, hierarquias, rejeição do estilo reivindicativo do operariado. Valores da familia, religião, respeitabilidade.
Classe Baixa: Proletariado
A aplicação do liberalismo económico nos países industrializados, ao estabelecer a não intervenção do Estado, deixou os operários à mercê das regras do mercado.
O proletário é aquele que não tem qualquer poder sobre a produção. Ele apenas tem os seus filhos (a sua prole) e um salário pelo seu trabalho.
Trabalhavam de 15 ou mais horas por dia.
A sua alimentação era pobre. Os mais necessitados chegavam a passar fome.
O seu vestuário era simples e adaptado à profissão.
Problemas do proletariado:
-Ausência de redes de solidariedade
-Elevado risco de acidentes de trabalho e de doenças profissionais
-Ausência de medidas de apoio social
-Proibição e repressão de todo o tipo de reivindicação social
-Contratação de mão de obra infantil e feminina por ser mais barata
-Espaços de trabalho pouco saudáveis
-Espaços de habitação sobrelotados e insalubres
-Pobreza extrema e todos os problemas a esta associados (prostituição, crimes, doenças, consumo elevado de bebidas alcoólicas, mendicidade)
No século XIX, a alta burguesia conquistou, finalmente, um poder equiparável ao seu estatuto económico: além de controlar os pontos-chave da economia (bancos, transportes, indústrias) exercia cargos na política (de deputado, de ministro).
A alta burguesia habitava em ricas e luxuosas moradias, rodeadas de jardins.
Os seus divertimentos eram dar um passeio pelo jardim – passeio público, ir ao teatro, à ópera e ao café. Porém, ao nível dos comportamentos, a nobreza continuava a ser o modelo: para afirmar o seu poder, os burgueses de negócios tentavam aproximar-se da aristocracia (compravam castelos e mansões, casavam os herdeiros com membros da velha nobreza, organizavam bailes e caçadas).
No entanto, pouco a pouco a burguesia foi definindo e impondo os seus próprios valores – tais como o apreço pelo trabalho, o sentido de poupança, a perseverança e a solidariedade familiar.
Passou, então, a demonstrar orgulho pelo estilo de vida burguês.
- Alta burguesia empresarial e financeira domina a sociedade oitocentista e contemporânea. Poder económico, político e influência social atribuem-lhe grande importância na tomada de decisões políticas. Muito influente nos países mais modernizados e industrializados, encontra dificuldades em se impor nos países mais tradicionalistas e da periferia europeia. Valores tradicionais, família, trabalho, respeitabilidade, êxito individual, persistência. Empresários, comerciantes. Grande desenvolvimento dos sectores secundário e terciário e das profissões urbanas.
As classes médias constituem o grupo mais heterogéneo e socialmente flutuante da sociedade industrial. Englobam o conjunto das profissões que não dependem do trabalho físico, isto é, o chamado setor dos serviços.
Por vezes chamados de colarinhos brancos, devido ao sua forma de vestir (camisas brancas sempre em serviço).
-Pequenos empresários da indústria
-Empregados comerciais
-Profissionais liberais
As classes médias eram acérrimas defensoras dos valores da burguesia, no intuito de permanecerem dentro dessa classe social.
Tornaram-se, assim, as classes mais conservadoras.
Classes médias conservadoras, o desenvolvimento das classes médias urbanas está ligado ao grande desenvolvimento do sector terciário. Apostando na permeabilidade social, possível nesta sociedade liberal, as classes médias são geralmente de origem humilde quando não é rural e aspiram à promoção social. As classes médias são heterogéneas: além de empregados de loja, armazéns, funcionários dos serviços e do Estado, são advogados, farmaceuticos, médicos, oficiais militares, engenheiros, intelectuais e artistas. A sua autoridade e estatuto derivava da sua preparação académica e preparação técnica. A sua importância política derivava do seu número e importância em termos eleitorais. Geralmente mais esclarecidos que a maioria da população o seu voto era importante dado o seu pendor conservador, sendo uma classe decisiva na contagem de votos para determinar vencedores nos países onde o sufrágio universal se implantou. Vocação conservadora das classes médias: sentido da ordem, estatuto, hierarquias, rejeição do estilo reivindicativo do operariado. Valores da familia, religião, respeitabilidade.
Classe Baixa: Proletariado
A aplicação do liberalismo económico nos países industrializados, ao estabelecer a não intervenção do Estado, deixou os operários à mercê das regras do mercado.
O proletário é aquele que não tem qualquer poder sobre a produção. Ele apenas tem os seus filhos (a sua prole) e um salário pelo seu trabalho.
Trabalhavam de 15 ou mais horas por dia.
A sua alimentação era pobre. Os mais necessitados chegavam a passar fome.
O seu vestuário era simples e adaptado à profissão.
Problemas do proletariado:
-Ausência de redes de solidariedade
-Elevado risco de acidentes de trabalho e de doenças profissionais
-Ausência de medidas de apoio social
-Proibição e repressão de todo o tipo de reivindicação social
-Contratação de mão de obra infantil e feminina por ser mais barata
-Espaços de trabalho pouco saudáveis
-Espaços de habitação sobrelotados e insalubres
-Pobreza extrema e todos os problemas a esta associados (prostituição, crimes, doenças, consumo elevado de bebidas alcoólicas, mendicidade)
Operariado
O
operariado nasceu com a revolução industrial. Designado de
proletariado, o operariado apenas dispõe da sua força de trabalho para
sobreviver numa época em que todos os bens são permutados por meio de
dinheiro e quando os trabalhadores apenas dispõem do trabalho para o
obterem.
O
operariado surgido na Inglaterra quando acorria às cidades em busca de
trabalho após se verem sem saídas no mundo rural, procurava meios de
subsistência e estavam sujeitos à exploração dos donos das fábricas.
Eram sujeitos a péssimas condições de trabalho, salários baixos, longos
horários de trabalho de 12 e 16 horas sem feriados, férias ou descanso.
No
mundo do liberalismo económico o trabalho e o salário eram precários,
dependendo apenas da força de trabalho e da oferta. Além dos homens,
também as crianças e as mulheres entraram no mundo industrial devido ao
facto de lhes serem pagos salários menores em trabalhos que não
requeriam grande força física.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 2: A SOCIEDADE INDUSTRIAL E URBANA
CONTEXTUALIZAÇÃO
A Revolução Industrial e o capitalismo
resultaram em transformações quantitativas e qualitativas no seio das
populações. A explosão populacional foi a primeira dessas grandes alterações,
tornada possível pelo declínio acentuado e irreversível da mortalidade. Um “mundo
cheio” era o espetáculo da Humanidade no século XIX, que fez crescer
aceleradamente as cidades (expansão urbana) e, na emigração, encontrou saída
para os seus problemas.
Entretanto, as hierarquias
tradicionais desmantelavam-se e a sociedade de ordens dava lugar à sociedade de
classes. A burguesia empresarial e financeira consolidou a sua preeminência.
Comportou-se como as elites aristocráticas, mas foi também capaz de se orgulhar
do seu êxito derivado do trabalho. As classes médias proliferam na sequência do
incremento do terciário e da expansão urbana.
O proletariado emergiu e combateu por
um mundo melhor. A sua miséria assustou e perturbou as consciências burguesas.
Do socialismo utópico e do marxismo saíram tentativas de resposta à sua
precária condição.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
CONCEITOS: MÓDULO 6:UNIDADE 2: A SOCIEDADE INDUSTRIAL E URBANA
UNIDADE 2: A SOCIEDADE INDUSTRIAL E URBANA
EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA:- Aceleração do crescimento da
população mundial que, no século XIX, duplicou os seus efetivos. O fenómeno,
particularmente forte na Europa, foi possibilitado pela descida drástica e
irreversível da mortalidade; pela antecipação da idade do casamento; pela
elevação da esperança de vida. Quanto à natalidade, manteve-se alta até cerca
de 1870, altura em que se inicia o seu, também irreversível, declínio.
SOCIEDADE DE CLASSES:- Tipo de sociedade que se generaliza
no mundo ocidental desde o século XIX. Caracteriza-se a unidade do corpo
social, na medida em que os indivíduos, nascidos livres e iguais em direitos,
dispõem do mesmo estatuto jurídico. A diversidade social baseia-se,
essencialmente, no estatuto económico, gerador de diferentes classes sociais.
CONSCIÊNCIA DE CLASSE:- Perceção explícita de pertença a uma
classe social específica, por parte de indivíduos ou grupos. Implica a solidariedade
para com os elementos da mesma classe e o distanciamento relativamente às
outras classes sociais. A consciência de classe pode assumir uma expressão
política, na medida em que força o Estado a atuar de acordo com os seus
interesses.
PROFISSÕES LIBERAIS:- Profissões exercidas por conta
própria, cujos membros dependem de uma Ordem, isto é, de um organismo
profissional que lhes impõe regras. Exemplo: médicos, advogados, engenheiros,
contabilistas, farmacêuticos.
PROLETARIADO:- Segundo a terminologia marxista, significa a
classe operária que, sem meios de produção (a não ser os seus filhos, a sua
prole), vende a sua força de trabalho (manual) em troca de um salário.
O termo proletário remonta à Roma antiga, abrangendo os
cidadãos de inferior categoria, isentos de impostos, cuja única função social
era a de gerar filhos.
MOVIMENTO OPERÁRIO:- Conjunto de ações levadas a cabo pelos
trabalhadores assalariados, para a concretização das suas reivindicações. Na óptica
marxista, é a expressão da luta de classes.
A implantação do capitalismo industrial fez crescer a massa
de assalariados e subir de tom os seus protestos, que caminharam para as formas
crescentes de organização.
Associações de socorros mútuos, cooperativas, sindicatos,
greves, manifestações, eis como se traduziu o movimento operário, empenhado não
só na melhoria das condições económicas e sociais (aumento de salários,
diminuição do horário de trabalho, assistência na doença, velhice, desemprego),
mas também na obtenção de direitos políticos.
SOCIALISMO:- Teoria, doutrina ou prática social que defende
a supressão das diferenças entre as classes sociais, mediante a apropriação
pública dos meios de produção e a sua distribuição mais equitativa.
As teorias socialistas remontam à Antiguidade e encontraram
eco no Renascimento, em T. More e Campanella. No século XIX, o socialismo
ressurgiu quando vários pensadores denunciaram as deficiências do capitalismo,
criticaram as injustiças sociais e apresentaram soluções de alternativa.
MARXISMO:- Termo derivado do nome do filósofo, historiador e
economista alemão Karl Marx, que se aplica à doutrina filosófica, política,
económica e social por ele elaborada juntamente com Friedrich Engels.
A persepectiva marxista concebe a História como uma sucessão
de modos de produção (esclavagismo, feudalismo, capitalismo), sucessão essa
devida à luta de classes.
A Luta de Classes entre proletários e burgueses conduziria à
destruição do capitalismo, à implantação da ditadura do proletariado e,
finalmente à construção do comunismo- a verdadeira sociedade socialista, sem
classes e sem Estado.
INTERNACIONAL OPERÁRIA:- Organização onde estão
representados associações de trabalhadores de vários países, tendo em vista a
coordenação das suas atividades.
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