quarta-feira, 16 de abril de 2014

A REVOLUÇÃO FRANCESA

A Revolução Francesa
A frança nas vésperas da Revolução
Uma sociedade anacrónica (ultrapassada)
Os franceses viviam num regime social profundamente injusto e de desigualitário.
A velha sociedade de ordens do Antigo Regime privilegiava a nobreza e o clero, apenas uma pequena porção da população.
 Na mão dos nobres encontravam-se as rendas provenientes da posse de um quarto do solo francês, a quase totalidade dos cargos ministeriais e diplomáticos, assim como os lugares de maior importância no exército e da hierarquia religiosa.
Ao Clero pertencia 10% das terras mais ricas, das quais recolhiam rendas e direitos de origem feudal. Recebiam, também, a dízima eclesiástica, obrigatória a todos e não pagavam impostos, assim como a nobreza.
No Terceiro Estado, os camponeses representavam 80% da população.
Suportavam pesadas cargas tributárias. O contínuo empobrecimento tornava-os uma grande força de oposição.
 O povo miúdo das cidades procurava emprego nas manufaturas, nos portos, nos serviços domésticos. Eram vítimas de reduzidos salários e eram seduzidos pelas críticas aos ricos e privilegiados que liam nos imensos opúsculos e panfletos que circulavam pelas ruas.
Bem mais desafogados viviam os proprietários das manufaturas, os grandes mercadores e os homens de negócios, que aplicavam as suas fortunas na compra de imoveis citadinos e bens fundiários.
Esta burguesia endinheirada constituía a elite do Terceiro Estado.
Entre o povo miúdo e os grandes burgueses, encontravam-se os mestres de ofícios e lojistas, os advogados, os médicos, os intelectuais.
 Que estariam incluídos na pequena e média burguesias.
Todos os estratos burgueses sentiam os mesmos ódios e frustrações.
Nas lojas maçónicas, nos salões e nos cafés invocavam os direitos humanos da liberdade e igualdade e criticavam os privilégios que o nascimento proporcionava aos nobres.
Mais trabalhadores e instruídos, os burgueses viam fugir os altos cargos na administração pública, restando-lhes no exército os lugares de oficial subalterno (que está sob as ordens de outros).
As ambições políticas levaram-nos à contestação e à destruição de Antigo Regime.
A Conjuntura Económico-Financeira
 Em 1789, França era um país próspero, os seus burgueses faziam fortunas com o comércio colonial.
Paris era uma grande metrópole e o luxo de Versalhes servia de paradigma a outros países.
No entanto, uma profunda crise económica aproximava-se.
Os proprietários agrícolas debatiam-se com a baixa de preços e de lucros do trigo e do vinho.
Violentas tempestades fizeram perder as colheitas de várias regiões e fez subir os preços.
Instalou-se uma crise de subsistência que levou ao aumento da percentagem de mortes. A indústria não se encontrava em melhores condições, devido ao Tratado de livre-câmbio que favorecia a importação dos tecidos ingleses. Instalou-se o desemprego. À crise junta-se o défice crónico das finanças.
As receitas não eram suficientes para cobrir as despesas do Estado. Estas relacionavam-se com o exército, constantemente envolvido em guerras, com as obras públicas e a instrução, os gastos impopulares da corte, com as pensões e os próprios encargos da dívida pública, causada pelos sucessivos empréstimos. A origem do défice foi a injusta sociedade de ordens, que isentava o clero e a nobreza de contribuições, privando os cofres reais de ampliarem as suas receitas.
 A Inoperância de Poder Político e o Agravamento das Tensões Sociais
Durante o reinado de Luís XVI ocorreram várias tentativas de resolução da crise económico-financeira.
O ministro Turgot liberalizou o comércio dos cereais e propôs que a corveia real fosse substituída por uma subvenção territorial que abrangeria todos os proprietários.
Os privilegiados alarmaram-se e Luís XVI despediu o ministro.
Assim como outros, que procuravam reformar a administração local e o sistema fiscal, abolindo privilégios tributários e nivelando os impostos.
Os Parlamentos e a Assembleia dos Notáveis, controlados por representantes da nobreza constituíram uma permanente oposição às tentativas de reformas políticas.
Fizeram crer que a miséria do povo se fazia dever, não às isenções fiscais dos privilegiados mas à incompetência do absolutismo régio.
Contribuíram, por isso, para o clima de violência, pilhagens e motins vividos, quando a fome e o desemprego cresceram.
 Incapaz de controlar a agitação social, Luís XVI convoca os Estados Gerais para maio de 1789 e convidou os franceses a exprimirem as suas reclamações e seus anseios.
 São elaborados os Cadernos de Queixas que informam dos antagonismos e tensões vividos na sociedade francesa.
De uma monarquia controlada por uma constituição e assembleias pretendia-se a salvaguarda da liberdade individual e da justiça social.
Os franceses esperavam do rei o remédio para as suas infelicidades.
Da Nação Soberana ao Triunfo da Revolução Burguesa
A Nação Soberana Dos Estados Gerais à Assembleia Constituinte 
A abertura dos Estados Gerais realizou-se em Versalhes, na maior das expectativas.
Não só porque o absolutismo francês abandonara a consulta daquela assembleia mas porque o Terceiro Estado reivindicava o voto por cabeça e não por ordem.
Contudo, as expectativas do Terceiro Estado não se realizaram. O Clero e a nobreza mostraram-se intransigente na defesa do voto por ordem que, certamente, os favorecia.
Foi a incapacidade de decidir de Luís XVI que fez eclodir o primeiro ato revolucionário.
Os deputados do Terceiro Estado decidiram forma a Assembleia Nacional, constituída por eles. A que caberia, no futuro, decidir todas as ações que monarca deveria executar.
Em consequência, a Nação Soberana tornou-se a fonte do poder legislativo e a nova autoridade política.
A monarquia absoluta chegara ao fim.
Dias depois, os deputados juraram não se separar enquanto na redigirem uma Constituição para França, a nova assembleia recebeu o nome de Assembleia Nacional Constituinte.
 A Desagregação da Ordem Social do Antigo Regime
A Tomada da Bastilha
A Tomada da Bastilha, sucedida a 14 de julho de 1789, foi considerada o acontecimento emblemático da Revolução Francesa.
Tratou-se de uma ação violenta do povo parisiense, revoltado comas altas dos preços do pão e indignados com a desconfiança do rei face à Assembleia.
No início de julho, Luís XVI colocou às portas de Paris 50 mil homens.
Receosa de uma “conjuntura aristocrática”, a burguesia formou uma milícia, que veio a ser a Guarda Nacional.
A Bastilha era a fortaleza-prisão do absolutismo, nada deteve a multidão que la de dirigiu.
A Bastilha foi demolida e o governador massacrado.
A Abolição dos Direitos Feudais Em finais de julho inícios de agosto, ocorreu uma autêntica revolução camponesa em França.
Pressionados pela fome, devido às más colheitas dos últimos anos, os camponeses lutavam pela emancipação completa de terras e a libertação individual das cargas feudais.
Atacaram castelos, queimaram registos senhoriais e até mataram senhores que lhes fizessem frente. Conhecido por Grande Medo, este movimento impulsivo e irracional, levou os nobres a consentirem a supressão dos direitos e privilégios feudais.
Mais tarde, a Assembleia determinou:
• A abolição das corveias e servidões pessoais
• A supressão da dízima à Igreja
• A possibilidade de resgatar rendas e foros
• A eliminação de jurisdições
 • A supressão da compra de cargos públicos
• E a livre admissão aos empregos públicos civis e militares
 Existia agora uma sociedade livre, baseada na igualdade de todos perante a lei.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
 Os deputados da Assembleia Nacional Constituinte entenderam que era necessário elaborar uma Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que legitimasse as conquistas obtidas em relação ao rei e aos privilegiados e fundamenta-se a nova constituição.
Considerada a certidão de óbito do Antigo Regime, a declaração lançou as bases da nova sociedade social e política.
Proclamou que todos têm iguais direitos, o direito à liberdade, à propriedade, segurança e à resistência à opressão, e condenou os privilégios da sociedade de ordens.
Reconheceu que a autoridade dos governos residia na Nação e que a sua finalidade era salvaguardar os direitos do Homem.
 Rejeitou o absolutismo, a arbitrariedade jurídica e a intolerância religiosa.
A Declaração francesa foi o primeiro texto público do liberalismo político a encarar o Homem como um cidadão competente para intervir na governação.
A Constituição Civil do Clero O Clero perdeu todos os seus privilégios, sofreu a abolição dos direitos feudais e confisco dos seus bens.
Desprovido de rendimentos, o Clero foi, então, reorganizado.
A Constituição Civil do Clero, votada pela Assembleia em 1790, atribuiu aos membros do Clero a mera qualidade de funcionários do Estado.
E exigia-lhes um juramento de fidelidade à Nação e ao rei.
Foi um dos diplomas mais controversos da Revolução.
Mereceu a condenação do Papa e dividiu os franceses. A Reorganização Administrativa e Económica
 Coube à Assembleia Nacional Constituinte instituir uma nova organização administrativa, mais descentralizada.
As antigas províncias deram lugar a 83 departamentos, cantões e comunas.
Órgãos eleitos e funcionários pagados pelo Estado encarregavam-se de aplicar as leis, superintender no ensino, na salubridade, nas obras públicas, no policiamento, na cobrança de impostos e no exercício da justiça.
Estabelece-se uma nova fiscalidade, onde todos os grupos sociais ficaram sujeitos ao imposto direto sobre receitas e rendimentos.
Quanto à organização económica, empreendeu-se a unificação do mercado interno, eliminando as alfândegas internas e os monopólios.
Um uniforme sistema de pesos e medidas que facilitasse nas trocas.
Na agricultura, estabeleceu-se a liberdade de cultivo e de emparcelamento, no entanto, salvaguardaram-se os baldios, no interesse de camponeses mais pobres.
Na indústria, as medidas foram mais radicais, aboliram-se as corporações e declarou-se a liberdade de empresa.
Em suma, institui-se o princípio da liberdade económica.
 A Constituição de 1791 (Monarquia Constitucional)
Em 1791, França era uma monarquia constitucional.
Votada pela Assembleia Nacional e jurada pelo rei, a Constituição de 1791 consagrou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a soberania nacional e a separação dos poderes.
 Na Nação residia a soberania, declarada una e indivisível, era constituída por todos os cidadãos.
No entanto ainda se distinguiam, por critérios de fortuna, os cidadãos ativos dos passivos.
Para se ser cidadão ativo exigia-se o pagamento de uma imposto direto igual ou superior à três dias de trabalho, idade equivalente ou superior à 25 anos e exclusivamente homens.
Por considerar que só o desafogo económico permitia a instrução e o esclarecimento necessários para o correto exercício do voto, a Assembleia instituiu o sufrágio censitário.
Cabia a este a escolha dos verdadeiros eleitores, que pagavam um imposto igual ou superior a sete dias de trabalho e a estes cabia a eleição dos 745 deputados da Assembleia Legislativa.
 Os cidadãos passivos eram excluídos do sufrágio censitário e de direitos políticos.
Nestes se encontravam o povo miúdo das cidades e do campo, os criados e indigentes.
Eram indivíduos do sexo masculino, idade igual ou superior à 25 anos, sem condições económicas para pagarem um imposto igual a três dias de trabalho.
A lei reconhecia-lhes direitos naturais (liberdade, igualdade, propriedade, segurança) e direitos civis (liberdade de expressão, de crença, reunião e deslocação).
As mulheres estavam totalmente afastadas da cidadania.
Mas nem por isso deixaram de participar na Revolução, estavam presentes nas manifestações de rua, nos motins provocados pela fome, a inspirar animo aos soldados e nas invasões da Assembleia.
 À Assembleia Legislativa competia o poder legislativo, os seus deputados eram eleitos por dois anos e propunham e decretavam as leis, o orçamento e os impostos.
No entanto, o rei possuía um direito de veto que lhe permitia suspender as leis durante dois anos, mas jamais poderia dissolver a Assembleia.
Foi a propósito do tipo de veto (absoluto um suspensivo) a conceder ao rei que surgiram os conceitos políticos da esquerda e da direita.
Como forma de contar mais facilmente os votos dos deputados, sentavam-se à direita do Presidente da Assembleia os aristocratas, partidários do veto absoluto e à esquerda ficaram os patriotas adeptos da limitação do poder real.
A direita ficou sinonimo de conservadorismo e a esquerda de mudança.
O rei detinha o poder executivo, escolhia e demitia os ministros, mas as decisões necessitavam de ser aprovadas por, pelo menos, um deles.
Embora comandasse o exército e a marinha, as declarações de guerra e tratados de paz estavam dependentes da concordância da Assembleia Legislativa. Submetido à constituição, o monarca deixa de ser senhor de um poder arbitrário que se coloca acima da lei.
É agora apenas o primeiro funcionário do Estado.
Quanto ao poder judicial, ficou entregue a juízes eleitos e independentes.
Criou-se o Tribunal Superior para julgar os delitos de ministros, deputados e governantes. Luís XVI e a Revolução
 Nascido para ser rei absoluto, Luís XVI nunca esteve de acordo com a Revolução.
Nos Estados Gerais, criou entraves às reivindicações do Terceiro Estado e manteve uma atitude de desconfiança com a Assembleia Nacional Constituinte.
Foi necessário um levantamento de mulheres para o fazer abandonar Versalhes e instalar-se nas Tulherias.
 E apos várias recusas finalmente validou a Declaração dos Direitos de homem e do Cidadão e a Constituição Civil do Clero.
A hostilidade dos parisienses contribuiu para a sua tentativa de fuga em julho de 1791.
Foi detido em Varennes e trazido de volta para Versalhes, este não teve mais condições para governar. Entretanto, os emigrados nobres, que abandonaram o país conspiravam junto dos soberanos estrangeiros contra o novo regime francês.
Em 1791, o rei da Prússia e o eleitor da Saxónia redigem a declaração de Pillnitz, em que a invasão de França é prevista com o objetivo de restaurar os poderes de Luís XVI.
O início da guerra, em 20de abril de 1891, ocorreu num ambiente de elevada tensão.
Abatida pela fome e pela subida de preços e descrente de um regime que os privava do voto, o povo de Paris agitava-se pelas ruas e pressionava a Assembleia.
Quando a notícia da invasão de França chegou e a Nação foi declarada em perigo, formaram-se exércitos de federados em Paris.
Uma Comuna insurrecional instalou-se na Câmara e executou-se o assalto ao palácio real das Tulherias, o rei foi suspenso pela Assembleia Legislativa.
A Constituição de 1791 deixou de funcionar e a monarquia constitucional viu-se inviabilizada, na falta do poder político.
Coube à Convenção, a nova Assembleia Constituinte, proclamar a Republica.
 A Obra da Convenção Girondinos e Montanheses
Em 1792 começou o Ano I da Republica.
 Apesar de republicanos e burgueses, todos com fortes ligações ao Clube de Jacobinos, distinguia-se entre eles um grupo mais moderado, os Girondinos, alguns dos seus representantes foram Brissot e Roland.
E um grupo mais radical, os Montanheses, representados por Robespierre e Danton.
O diferendo entre estes dois atingiu o seu auge durante o julgamento de Luís XVI.
Considerando-o um traidor, os Montanheses pediram a pena de morte.
 Já os Girondinos desejavam um julgamento mais compreensivo, bastava-lhes a prisão ou, mesmo, o exilio. Apos o veredicto, Luís XVI foi executado e a monarquia chegara ao fim.
A Obra da Convenção
Girondinos (Moderados) e Montanheses (Radicais)
           
            A 22 de Setembro de 1792, por ordem da Convenção, começou o Ano I da República.
            Apesar de tudo, estes tempos não foram fáceis para a Convenção. Os seus deputados tinham ideias muito diferentes ou até mesmo contrárias. Eram todos burgueses e republicanos e tenham ligações com o Clube dos Jacobinos (um clube de “amigos” que se reunia para discutir ideias politicas), porém, entre estes homens, podia-se ver uma clara distinção, uns eram moderados, defendiam a propriedade e a liberdade do comércio, e outros mais radicais, adeptos da repartição mais justa da propriedade e, se fosse necessário, o uso da violência para defender os interesses pessoais.
            Portanto, a facção mais moderada ficou conhecida por Girondinos; a facção mais radical ficou conhecida por Montanheses.
            A maior diferença entre estas duas facções atingiu o seu clímax quando foi o julgamento de Luís XVI, onde os Montanheses (radicais) exigiam a pena de morte e, do outro lado, os Girondinos (moderados) que apoiavam o julgamento do rei, para eles, a prisão ou o exilio bastava para o castigar, porém, a facção radical, os Montanheses, ganharam, Luís XVI foi executado.
           
A pressão dos Sans-Culottes

                Desde a transformação dos Estados Gerais em Assembleia Nacional Constituinte, até à suspensão do rei, a burguesia dominou a revolução Francesa de forma a conformar os seus interesses e desejos. Porém, depois da suspensão do rei surgiu uma nova força social – os Sans-Culottes.
            Estas pessoas faziam parte dos cidadãos passivos, aqueles que não tinham posses suficientes para pagar o tal imposto que dava direito a votar e por isso, estes queriam igualdade politica e igualdade económica.
            A pressão feita pelos Sans-Culottes foi tanta que acabou por afastar os Girondinos (Moderados) do poder. Agora, a Convenção era dominada pelos Montanheses (radicais) que decidiram votar, em 1793, uma nova constituição que ficou conhecida por Constituição do Ano I. Esta é mais democrática, instaurou um tipo de sufrágio universal directo, reservado apenas aos homens e incluía uma nova Declaração dos Direitos, onde garantia a todos o direito de trabalhar, à assistência, à instrução e à insurreição. Porém, a Constituição nunca entrou em vigor por vontade dos Montanheses (radicais) devido a uma terrível conjuntura interna e externa que passava por França.
            A Revolução, as fronteiras a ceder ao inimigo, e a agitação dos Sans-Culottes, levou a que a Convenção se torna-se ainda mais radical, decretou um governo revolucionário.

O governo revolucionário e o Terror
           
O governo revolucionário interessou-se pelo Estado Laico (Estado que se liberta da influência religiosa. Retira às igrejas todo o poder sobre o ensino, à assistência e a legislação civil, e republicano acima dos interesses privados. Pôs em causa a liberdade individual devido à igualdade social, da independência da Nação e da salvação da república.
            A Convenção acabou por ceder à pressão dos Sans-Culottes. Segundo a Lei do Máximo, foram afixados os salários e os preços. O espirito de igualdade dos Sans-Culottes finalmente fora aceite: os bens foram nacionalizados dos emigrados e vendidos; foi decretado a partilha dos bens comunais; foi abolido qualquer direito feudal. A instrução também mereceu alguma atenção, nomeadamente o facto de se tornar obrigatória e gratuita.
            Os decretos de Ventoso legislaram sobre a partilha dos bens dos suspeitos indigentes; sobre assistência médica, abonos de família, pensões de invalidez e velhice.   
            A defesa dos direitos humanos, especialmente o direito de igualdade e de liberdade, assumiu alguma importância na obra da Convenção. No início de 1794, a escravatura acabou nas colónias.
           
           

            Foi posta em prática também uma política de descristianização.
·         Os padres foram perseguidos; igrejas foram fechadas;
·         Novo calendário onde acabaram os domingos e os feriados religiosos;
·         Fizeram-se máscaras anti-religiosas;
·         Começaram a ser venerados os heróis da revolução em vez do rei ou figuras santas;
·         O casamento passou a ser um mero acto civil que o divórcio podia dissolver.  

            Quanto às medidas judiciárias:
·         Legalizaram a violência;
·         Surgiu a Lei dos Suspeitos que levou a que muitas pessoas fossem presas inocentemente.

            Apesar da Convenção salvaguardar os direitos humanos e tudo mais, esta foi bastante ditatorial e repressiva.

O fim do governo revolucionário e da república jacobina

            O radicalismo jacobino teve fim. Robespierre mandou executar todos os que o criticassem.
            Uma revolta da convenção afastou Robespierre do poder, considerando até fora de lei, executou-o.
            Chegava assim a pior, a mais radical e mais violenta parte da revolução francesa, ajudando assim a aliança entre os jacobinos e os Sans-Culottes.


O triunfo da Revolução Burguesa
O Directório e o regresso à paz civil

            A convenção a 22 de Agosto de 1795, aprovou uma nova constituição. A Constituição do Ano III, destinada a estabelecer a ordem e a concordância entre os burgueses. Foi então que surgiu uma nova parte da Revolução Francesa: o Directório.
            A Constituição abria com a Declaração dos Direitos e dos Deveres que possuía uma nova concepção de igualdade (que a lei era igual para todos), defende a propriedade e a liberdade económica. O sufrágio censitário indirecto foi reestabelecido. Embora os cidadãos activos não fossem tão numerosos como em 1971 e os eleitores eram muito poucos. Deveria ter 25 anos no mínimo, e tinham de ser proprietários ou possuidores de um rendimento igual ou superior a 200 dias de trabalho.
            O poder legislativo ficou entregue a duas assembleias, o Conselho dos Quinhentos que propunha as leis, e o concelho dos Anciãos que as votava. Não podiam funcionar separadamente nem podiam demitir os cinco directores a quem pertencia o poder executivo.
            Havia tantas limitações de poderes porque existia sempre um receio de que se voltasse à ditadura. Depois do Terror jacobino, o directório propôs fazer reinar para que a paz civil fosse reestabelecida.
            Porém, entre 1795 a 1799 (anos em que o Directório vigorou) os tempos foram instáveis. A guerra da França contra a Europa não tinha fim; a crise financeira agravava-se e os contrastes sociais eram cada vez mais acentuados.
            Napoleão Bonaparte foi quem fez o último golpe ao Directório (que foi quando teve fim) a 1799, Napoleão ficou conhecido como o salvador da República.

Do Consulado ao Império – a nova ordem institucional e jurídica (1799-1804)

            Após o golpe, o poder executivo foi entregue a uma comissão consular que pertencia ao general Napoleão Bonaparte.
            A nova Constituição do Ano VIII, aprovada em 1799, concentrou o poder em Napoleão. O general tinha direito de exercer o seu poder durante 10 anos enquanto primeiro-cônsul, e era a ele que competia a iniciativa das leis e a nomeação de juízes.
            A obra do Consulado pretendia estabilizar a Revolução e consolidar as conquistas burguesas, esta demonstrou uma centralização administrativa e judicial, e uma recuperação financeira e reconciliação nacional.
            À semelhança dos juízes a administração local coube a funcionários do estado (os prefeitos e subprefeitos.
            O sistema fiscal pôde beneficiar de contribuições directas. Criou-se em 1800 o Banco de França; uma nova moeda (o franco).
            Acabaram as perseguições a toda a gente desde que estas estivessem dispostas a colaborar e aceitar as ideias de napoleão.
            Acabaram-se os conflitos com a Santa Sé. Pela Concordata de 1801, ficou garantido que qualquer um podia exercer o catolicismo livremente, sendo a religião com mais adeptos franceses. O clero agora, passaria a ser um mero funcionário do estado, era pago inclusivamente.
            Em 1802 foram criados liceus para acolher os filhos dos burgueses e os alunos bolseiros.
            Com a publicação do código civil em 1804, a lei tornou-se igual para todos, declarou o estado civil laico, a liberdade de crenças, a inviolabilidade da propriedade, a autoridade masculina na família. O código civil unificou as leis de França.
            A duração do Consulado não foi nada mais do que uma oportunidade que surgiu a Napoleão Bonaparte para que este pudesse afirmar o seu poder pessoal e autoritário. Bonaparte fez tudo o que estava a seu alcance para que na Constituição do Ano X, viesse garantido que ele fosse cônsul-vitalício, ou seja, que este deveria permanecer no poder até morrer.

A europa e a Revolução Francesa

            Em 1792, França iniciou a sua guerra com o resto da europa, não só para defender a sua revolução mas também porque acharam que o mundo deveria ser liberto dos ideais absolutistas.
            Porém, esta guerra de libertação rapidamente se tornou numa guerra de conquista devido à política expansionista da Convenção e do Directório.
            Nas guerras do Directório, Napoleão destacou-se. No fim de 1811, a França já tinha conseguido dominar um vasto império europeu, onde esta afirmava ser a libertadora da opressão absolutista. Porém, o vasto império de Napoleão não via o seu país como um país libertador, até pelo contrário.

As “revoluções em cadeia” da era pós-napoleónica
        
         De 1812 a 1815, Bonaparte acumulou bastantes derrotas. Na batalha de Waterloo foi forçado a abdicar do seu poder imperial.
            Chegou então, o momento de reconstruir fronteiras e uma nova ordem politica. Para isto, deu-se o Congresso de Viena (1814-1815), que tinha o objectivo de apagar qualquer marca deixada pela Revolução Francesa e impedir qualquer acto de revolta (para isto ser evitado foram criados estados-tampão em algumas áreas).
            Porém, dentro de certos países, existiram separações, ou seja, regiões com o mesmo idioma, moeda, tradição, história, etc., foram separadas e juntaram-se a outras regiões com idioma e etc. diferentes, e por isto, o princípio das nacionalidades foi desrespeitado. Este principio afirma que a cada povo corresponde uma Nação e a cada Nação um Estado, e defende que a cada país corresponde uma unidade e a independência da Nação que esta ligada pela língua, história e tradições em comum.
            Entre 1820 a 1824, rebentaram revoluções liberais em Espanha, Nápoles, Portugal e Grécia. As revoluções ibéricas estiveram na origem da libertação das suas colónias americanas. Em 1822, já praticamente toda a América espanhola tinha posto de parte a metrópole e pouco depois o Brasil tornara-se independente.
            Entre 1829 a 1839, uma revolução popular e burguesa depôs o rei Carlos X, absolutista e fez de Luís Filipe, o novo rei. A Bélgica tornou-se independente da Holanda; a Polónia revoltou-se contra a Rússia; houve uma agitação também na Itália e Alemanha; a Península Ibérica viu-se com guerras civis entre liberais e absolutistas. 

            Em 1848, devido à depressão agrícola e industrial a europa explode mais uma vez. Em frança, os republicanos chegam ao poder devido à Revolução de Fevereiro e, no império Austro-húngaro, na Alemanha e na Itália, as revoltas liberais e nacionalistas vão acontecendo.  

sábado, 12 de abril de 2014

ANALISAR A INFORMAÇÃO DE UM GRÁFICO OU DE UM QUADRO/TABELA

1. SABER O QUE PROCURA
 É em função da questão ou do tema geral da pesquisa que pode distinguir o essencial do acessório. .
 2. IDENTIFICAR O QUE ESTÁ REPRESENTADO
 O título indica-nos o objecto de estudo e a(s) data(s) a que os dados se referem. É preciso ter em atenção as unidades empregues, que podem ser expressas em valores brutos (ex: toneladas, unidades monetárias, etc…) ou em valores relativos (ex: índices, percentagens, permilagens, etc…)
 Tipos de gráficos:
 • gráficos de evolução, que representam uma situação num ou vários espaços em vários momentos temporais;
 • gráficos de repartição, quando representam várias componentes de uma situação. .
 3. ANALISAR O GRÁFICO OU QUADRO
 • nos gráficos de evolução, a leitura dos dados segue o curso das datas; deve notar a tendência geral; os movimentos ascendentes e descendentes; as grandes etapas da evolução. Se o gráfico apresenta várias curvas, deves compará-las.
 • nos gráficos de repartição, tens que observar as diferenças existentes entre os diferentes dados. .
 4. CONCLUSÃO
 • se o gráfico representa uma situação histórica num dado período, resume a informação proporcionada pela análise do gráfico (conforme o ponto anterior).
 • se o gráfico representa uma evolução, refere a situação em cada período cronológico, destacando as permanências e as mudanças.

COMO ANALISAR A INFORMAÇÃO DE UM MAPA HISTÓRICO

1. SABER O QUE PROCURA
 É em função da questão ou do tema geral da pesquisa que pode distinguir o essencial do acessório. .
 2. IDENTIFICAR O QUE ESTÁ REPRESENTADO
 • Observar o título - fornece informação sobre o âmbito geográfico e temporal e o tipo de mapa: político, económico e demográfico.
 • Observar a legenda – refere os significados das cores e sinais convencionais utilizados.
 • Observar o mapa – descreve uma situação num determinado período? (então é um mapa estático); documenta uma evolução ? (então é um mapa dinâmico) .
 3. ANALISAR O MAPA
 A análise do mapa depende do tipo de mapa e das informações fornecidas. Se o mapa representa:
 • Uma situação política, observa a importância territorial dos estados, limites, fases de expansão (em proveito e à custa de quem?), regime político, etc…
 • Uma situação económica, observa os diferentes tipos de produção e a sua localização; as correntes comerciais (de onde para onde?); localização e importância relativa dos diversos centros económicos, etc… • Uma situação demográfica, observa as zonas de maior ou de menor concentração populacional e sua localização, as correntes migratórias (de onde para onde?), etc… Se o mapa representa uma mesma realidade histórica em tempos diferentes, observa e regista as diferenças. .
 4. CONCLUSÃO
 Se o mapa for estático, resume a informação proporcionada pela análise do mapa (conforme o ponto anterior), seguindo uma sequência lógica: por zonas geográficas, por tipo de informação recolhida. .
 Se o mapa for dinâmico, refire a situação em cada período cronológico, destacando as permanências e mudanças.

INTERPRETAR UMA IMAGEM

1. SABER O QUE PROCURA.
É em função da questão ou do tema geral da pesquisa que podes distinguir o essencial do acessório. .
 2. IDENTIFICAR O TIPO DE IMAGEM.
→ a identificação do tipo de imagem é importante para determinar a sua função. tipos de imagens: gravura, pintura, cartaz, caricatura*, fotografia, etc… funções possíveis numa imagem: ilustrar, fazer rir, decorar, comemorar, glorificar, satirizar, etc… .
* para uma correcta interpretação de caricaturas ver a respectiva entrada dedicada a este assunto. .
 3. CONTEXTUALIZAR O DOCUMENTO.
quem foi o seu autor?
quando e onde foi produzido?
a que ou a quem se destinava?
qual era a finalidade da imagem na época em que foi produzida? (que motivo levou à sua produção)
que ideias defende?
em que medida a finalidade do documento pode prejudicar a nossa confiança na sua mensagem? .
 4. OBSERVAR E DESCREVER A IMAGEM.
→ quando um documento iconográfico é complexo deves proceder da seguinte forma: realizar uma observação organizada por planos; realizar uma observação organizada por temas (personagens, trajes, objectos, símbolos, actividades, etc…); .
→ é importante observar as relações entre as diversas personagens ou cenas (oposição, aliança, concordância, etc…) e o modo como essas relações são graficamente estabelecidas.
→ descrever uma imagem é considerar a imagem como um objecto e referir: o que está representado e como está representado .
 5. INTERPRETAR A MENSAGEM DO DOCUMENTO.
→ interpretar a imagem é explicá-la: o que significam estas imagens?
o que significam estes símbolos?
como se relacionam com o contexto histórico em que foram produzidos? .
→ formular em algumas linhas a mensagem: glorifica uma situação ou um indivíduo?
descreve objectivamente uma situação?
provoca alguma reacção no observador?
CARICATURA:
> a caricatura apresenta, de modo deformado ou exagerado, uma personagem ou uma situação. .
 > ao interpretar uma caricatura deves observar: se a caricatura está organizada por planos de acção;
 se a caricatura está organizada por temas e a forma de caracterização das personagens;
 se existem relações entre as diversas personagens e como estão representadas graficamente ; .
 > a análise de uma caricatura requer:
 a indicação do seu autor (sempre que possível);
 a identificação da personagem ou da situação;
 a contextualização histórica que levou à elaboração da caricatura;
 que ideias defende;
 a que ou a quem se destinava. .
 > a caricatura apresenta um tipo de linguagem específica que é fundamental identificar:
 pode ridicularizar uma personagem ou uma situação;
 pode ilustrar uma situação paradoxal;

segunda-feira, 10 de março de 2014

ESTRANGEIRADO

"Os homens cultos e virtuosos é que são verdadeiramente nobres (...). Deveria haver em cada rua grande, ou pelo menos bairro, uma escola pública, para que os pobres pudessem lá mandar os seus filhos, o que se pratica em vários países (...)."

 Luís António Verney, O Verdadeiro Método de Estudar, 1746.

MÉTODO CIENTÍFICO

"(...) A forma de fazer efetivamente avançar as ciências é realizar inúmeras experiências (...) indispensáveis para descobrir as causas dos fenómenos e as suas leis gerais. (...) As descobertas científicas só devem ser aceites se forem registadas por escrito e se tiverem seguido este método."

Francis Bacon, no século XVII, intitulado Novum Organum

MANCHESTER

"Manchester é a grande cidade transformadora de tecidos (...). Está a 10 léguas do maior porto de Inglaterra, para receber seguramente, e em pouco tempo, as matérias-primas da América. Ao lado, as grandes minas de carvão para fazer trabalhar a baixo custo as suas máquinas (...). Três canais e um caminho de ferro para transportar rápida e economicamente para toda a Inglaterra e para todas as partes do mundo os seus produtos."

A. Toqueville, Les Mémoires de l'Europe, 1835 (adaptado).

Família burguesa.Família operária.

"Os novos bairros de negócios (...) são os primeiros a beneficiar das melhorias da vida urbana, como a pavimentação das ruas, a construção de passeios e esgotos (...)."

Pierre Léon (dir.), História Económica e Social do Mundo.

"Em Liverpool (...), 45 000 indivíduos são alojados nas caves. O cheiro é de um armazém de trapos podres."

Pierre Lavedan, Histoire de L'Urbanisme.

DEMOGRAFIA

"A população europeia duplicou entre 1750 e 1870: ascendeu de 140 milhões a uns 310 milhões. [...] A melhoria das condições materiais de existência e o progresso da higiene e da medicina conseguiram, sobretudo nos países industrializados, uma descida espetacular do índice da mortalidade. [...]"

V. de Prada, Histórica Económica Mundial.

Valores que se cultivava nas famílias burguesas do século XIX

"Estas observações repetidas, "cabeça no ar", "falta de seriedade no trabalho", desagradam-me imenso. Eu espero (...) que não brinques enquanto trabalhas. Nada se obtém, não se chega a nada, se não se tiver perseverança e tenacidade no estudo e aquele que é aéreo, (...) corre o risco de ser também assim nos negócios e na sua conduta de adulto."

 Carta de M. Bossut ao seu Filho, 1856.

CLASSES TRABALHADORAS

"(...) O verdadeiro turbilhão das ruas tem qualquer coisa de repulsivo (...). A indiferença brutal, o isolamento egoísta de cada um na busca do seu próprio interesse torna-se tanto mais repelente e ofensivo quanto mais estes indivíduos se amontoam."

Friederich Engels, A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, 1845.

GENERAL BERESFORD

"(...) Portugal, esse velho conquistador, tornara-se por sua vez uma colónia (...). Politicamente éramos colonos ingleses. O nosso exército era um exército inglês, cujos soldados e unicamente os soldados haviam nascido neste país. Governava-nos um general inglês (...)."

 J. Custódio e Cândido Beirante, Alexandre Herculano, Um Homem e uma Ideologia. Lisboa, IPPAR, 1978 [adaptado].

SAQUES DAS INVASÕES FRANCESAS

"Quatro anos de guerra deixaram o país em situação miserável. As invasões e a ocupação francesas devastaram Portugal. A agricultura, a indústria e o comércio foram profundamente afetados, já para não falar nas perdas de vidas (...) e dos saques de mosteiros, palácios e até casas humildes."

 A. H. de Oliveira Marques, História de Portugal, Editorial Presença.

Quadras populares


"D. Miguel chegou à barra
Voltou costas à nação,
 Rogando pragas imensas
à nova Constituição".

 "Ando triste pelos montes,
Nem por isso passo mal;
Antes triste realista
Que alegre constitucional".

BLOQUEIO CONTINENTAL

"Napoleão, Imperador dos Franceses (...) decreta:
 Artigo 1.º- As Ilhas Britânicas são declaradas em estado de bloqueio.
 Artigo 2.º- É proibido todo o comércio com as Ilhas Britânicas (...)."

 Decreto napoleónico de 1806

A ABOLIÇÃO DOS PRIVILÉGIOS FEUDAIS

"A Assembleia Nacional [Constituinte] destrói inteiramente o regime feudal e decreta que, nos direitos e deveres, tanto feudais como censitários, os que dizem respeito à mão de obra e à servidão pessoal (...) são abolidos sem compensações."

 Decreto da Assembleia Nacional Constituinte, 4 de agosto de 1789.

BOSTON TEA PARTY- 1773

"Na noite passada, três carregamentos de chá da China foram lançados ao mar. (...) A questão é saber se a destruição do chá era necessária. Creio absolutamente que o era. Havia que tomar uma opção: desembarcá-lo ou destruí-lo. Deixar desembarcá-lo seria submetermo-nos às imposições do Parlamento inglês (...)."

John Adams, Carta de 17 de dezembro de 1773.

terça-feira, 4 de março de 2014

TRABALHO ESCRITO: ESTRUTURA- TÍTULOS-SUBTÍTULOS ou CAPÍTULOS E SUBCAPÍTULOS

Capa
Na capa deve constar:
- o nome da escola- Escola Básica e Secundária de Alfândega da Fé
- o título do trabalho,;      TÍTULO " MÓDULO 6- UNIDADE 3-EVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, NACIONALISMO e IMPERIALISMO "  -   Subtítulo "I GUERRA MUNDIAL"
- o nome do autor ou autores-..............
- local e data- Alfândega da Fé- 31 de Maio
Página de Rosto
Nesta página deve indicar-se:
- o nome da escola;Escola Básica e Secundária de Alfândega da Fé
- a disciplina a que se destina o trabalho e o nome do professor; HISTÓRIA- Professor João Nunes
- o título do trabalho-"MÓDULO 6- UNIDADE 3- Evolução democrática, nacionalismo e imperialismo" -  Subtítulo " I GUERRA MUNDIAL"
- o nome do(s) autor(es) e os respectivos números e turma;............
- local e ano lectivo.Alfândega da Fé- 2012-2013
- Corresponde-lhe a página n.º 1.
Índice
Este refere as partes que formam o trabalho, as quais devem estar numeradas.
Deve indicar-se a página correspondente a cada uma de acordo com a paginação geral do trabalho, que é iniciada na página de rosto e que corresponde à página 1.

No índice deve ser apresentado o nome dos diferentes capítulos que constituem o trabalho. A cada um deles corresponderá uma numeração.
A numeração será romana (I, II, III, …) para designar um capítulo. O título do capítulo deve apresentar-se totalmente em maiúsculas.
A numeração será árabe (1, 2, 3, …) para designar os subcapítulos. O título do subcapítulo deve apresentar-se em minúsculas.
Cada um dos capítulos e dos subcapítulos deve conter, à frente, as páginas do trabalho onde os podemos encontrar.
Os títulos devem aparecer, ao longo do trabalho, com a mesma numeração e o mesmo tipo de letra com que foram apresentados no índice.

Introdução
Explica-se, em traços gerais, qual o objectivo fundamental do trabalho.
Apresenta os objectivos do trabalho.
Desenvolvimento
 Título " MÓDULO 6 -UNIDADE 3- Evolução democrática, nacionalismo e imperialismo"            - Sub-Título "I GUERRA MUNDIAL"
Constitui a parte central do trabalho;
convém ser redigido e ilustrado com cuidado, tendo como base os conhecimentos e as informações recolhidas durante a pesquisa que se elaborou;
poder-se-á recorrer a citações, ou seja, transcrever frases de autores. Estas devem estar destacadas entre aspas e identificadas com o respectivo autor e obra da qual foi retirada;
o tema deverá ser abordado de forma ordenada, em pequenos capítulos e apresentados separadamente.
I- INTRODUÇÃO
II-CRONOLOGIA
III-ESPAÇO (MAPA HISTÓRICO)
IV- CONTRASTES POLÍTICOS -REGIMES AUTORITÁRIOS x DEMOCRACIA
(documentos)
V- RIVALIDADES ECONÓMICAS -IMPERIALISMO-COLONIALISMO
(documentos)
VI- NACIONALISMOS
(documentos)
VII- ALIANÇAS MILITARES
(documentos)
VIII-PAZ ARMADA
(documentos)
IX- ATENTADO DE SARAJEVO-I GUERRA MUNDIAL
(documentos)
X- FRENTES DA GUERRA (3) 
(documentos)
XI-BATALHAS DA I GUERRA MUNDIAL
(documentos)
XII- FASES DA GUERRA (3)
(documentos)
XIII-TRINCHEIRAS
(documentos)
XIV-PORTUGAL NA GRANDE GUERRA
(documentos)
XV- ENTRADA DOS EUA 
(documentos)
XVI- SAÍDA DA RÚSSIA
(documentos)
XVII- AS NOVAS ARMAS
(documentos)
XVIII- ARMISTÍCIO
(documentos)
XIX- TRATADO DE VERSALHES
(documentos)
XX-SDN-Sociedade das Nações
(documentos)
XXI- NOVO MAPA POLÍTICO
(documentos)
IMPORTANTE
(1 página para o título +1 página para texto informativo + 1página para documentos de vária índole) ou uma só!!!

Conclusão
Esta serve para fazer um resumo breve do assunto desenvolvido, na qual deve constar a opinião do autor.



Bibliografia
No final do trabalho tens de apresentar todas as fontes que consultaste.

A bibliografia deve apresentar todos os documentos consultados para a realização do trabalho.
A referência bibliográfica de livros deve obedecer às seguintes normas:
1. Nome do autor (apelido em maiúsculas, vírgula, o nome próprio, vírgula);
1.1. Quando o livro tiver mais do que um autor, os seguintes devem ser referidos com o nome próprio, seguido de vírgula, e o apelido em maiúsculas.
Exemplo:
MAGALHÃES, Ana Maria e Isabel ALÇADA, Uma Aventura Musical, Lisboa,
Caminho, 1995, 2ª ed.
1.2. No caso de ser uma publicação sem autor definido, o título surgirá no início em maiúsculas.
Exemplo:
SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO, Lisboa, INCM, 1983, 1ª ed.
1.3. No caso de surgir uma colectânea com mais de cinco autores, utiliza-se a sigla AAVV, que significa Autores Vários, para substituir o nome dos autores.
2. Título e subtítulo do livro (sublinhado ou em itálico, seguido de vírgula);
3. Local de publicação (se o livro não tiver esta referência, deve escrever-se s. l. -sem local-, seguido de vírgula;
4. Editora (seguido de vírgula);
5. Data da edição (se o livro não tiver esta referência, deve escrever-se s. d. -sem data-, seguido de vírgula);
6. Número da edição.
A referência bibliográfica de jornais ou revistas deve obedecer às seguintes normas:
1. Nome do autor (apelido em maiúsculas, vírgula, o nome próprio, vírgula). Quando o artigo do jornal ou da revista tiver mais do que um autor, os seguintes devem ser referidos com o nome próprio, seguido de vírgula, e o apelido em maiúsculas.
2. Título do artigo do jornal ou da revista (entre aspas, seguido de vírgula);
3. Título do jornal ou da revista (sublinhado ou em itálico, seguido de vírgula);
4. Número da edição (seguido de vírgula);
5. Data da publicação (seguido de vírgula);
6. Local da publicação (seguido de vírgula);
7. Página(s).
Exemplo:
CARVALHO, João Vaz de, «Valetes e Damas jogam pelo seguro», Os TOP+ da
Saúde, nº 1280, Novembro de 1995, Lisboa, p. 5
A referência dos sítios eletrónicos deve conter sempre a data em que a pesquisa foi efetuada.
Exemplo:
http://www.centenariorepublica.pt (06.10.2009)
LIVROS: Autor, por apelido. Data. Título. Lugar de Edição: Editora. 
SITES: Listagem de sites, data da consulta, entre ( ).
GUIÃO
APRESENTAÇÃO DO TRABALHO ESCRITO MANDAR POR MAIL (professorjoaonunes@gmail.com).ou Moodle da Escola
Consultar o blogue do professor: http://historia11alfandega.blogspot.com/ e do 9º ano
Manual do aluno
Data de Entrega do Trabalho Escrito: (? de Maio).
Atenção à correção linguística.
Modo de apresentação de trabalho em folhas A4
Tipo de Letra: Arial 12, NORMAL.
Podem colocar-se negritos quando se pretender destacar algum assunto.
Espaçamento entre linhas: 1,5.
Texto Justificado
SITE: TRABALHO ESCRITO

segunda-feira, 3 de março de 2014

I GUERRA MUNDIAL: Impressione-se com as fotos

     Cavalos são usados para transportar munição e rebocar a artilharia do exército francês, durante a I Guerra Mundial

I GUERRA MUNDIAL



Infográfico: Trincheiras da Primeira Guerra Mundial.


Infográfico: Trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

Fotos perdidas da Primeira Guerra Mundial

 Negativos descobertos em uma caixa de metal enferrujado revelam devastação de campos de batalha franceses no final da Primeira Guerra Mundial. Esta coleção surpreendente de fotografias foi descoberto em uma caixa de metal enferrujado por Peter Berry Ottaway, 71, na casa de seu falecido avô, Hubert Ottaway, que era um engenheiro de combate no Exército Territorial entre 1914 e 1919. Ele capturou as imagens raras, enquanto ele estava estacionado no norte da França. Ele trabalhou com a luz. Engenheiros de empresas de trem que foram encarregados de fornecimento de linhas de comunicação no sentido de Belguim e trincheiras de atualização. Fotos de Hubert fornecem uma visão única sobre a vida na Frente Ocidental nos últimos 18 meses da Grande Guerra. Ele capturou o rescaldo de ofensivas britânicas, incluindo a Batalha de Arras, e tirou fotos da devastação e desolação de aldeias que foram arrasadas no caminho dos exércitos de ambos os lados durante o conflito. Peter, que vive em Hereford, passou quatro anos tentando conseguir as imagens desenvolvidos. Depois de um trabalho meticuloso, 40 dos 50 quadros foram resgatados junto com o diário de Hubert.


 Veja mais fotos aqui: http://migre.me/hD1ng
 [ Fonte: Jornal Daily Mail ]

domingo, 2 de março de 2014

CARTOONS E CARTAZES: Mapas satíricos da Europa na I Guerra Mundial

Europa antropomórfica!
Este mapa satírico francês mostra a Europa em 1870, o ano em a Guerra Franco-Prussiana iria levar a um Império Alemão unido e uma França humilhada.



Cartão postal russo antropomórfico do mapa da Europa - 1915
Cartoon francês "Carte drôlatique d’Europe pour 1870" satirizava as disputas de poder na Europa naquele ano
(Cartaz russo de 1914 mostras as forças da Tríplice Entente: França, Rússia e Inglaterra, da esquerda para a direita)





Mapa ilustrativo da Primeira Guerra Mundial para 1914. “Ouça! Ouça! Os cães latem!”, de 1914. Johnson, Riddle & Co. LTD., London, S.E.
Het Gekkenhuis (Oud Liedje, Nieuwe Wijs)
{approx: The Insane Asylum (Old Song, Newly Wise (or 'new tune'?)}
(by Louis Raemaekers; Amsterdam, Senefelder [pub.] 1915)


Satyrische Europa Karte 1914

 Map “Europe Today” (1887)

carte satire map caricature 09 Cartes satiriques à travers l’histoire  information histoire featured carte information carte satire map caricature 18 Cartes satiriques à travers l’histoire  information histoire featured carte information

Cartaz da Primeira Guerra Mundial, a apelar à mobilização.
Cartaz da Primeira Guerra Mundial, a apelar à mobilização.
Este cartaz foi desenhado em 1914 pelo ilustrador inglês Alfred Leete, para incentivar o recrutamento na 1ª guerra mundial
O cartaz britânico mostra a figura de um militar apontando para o leitor e dizendo:a Grã Bretanha quer você; aliste-se no exército de seu país! Deus salve o Rei.
"Quem está ausente? é você?"
Cataz incentivando o alistamento militar
<br/>
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Palavras-chave: imperialismo, poder, ideologia, guerra mundial, mídia, coerção, manipulação midiática, analfabetismo midiático."Quem está ausente? é você?"
Cataz incentivando o alistamento militar
<br/>
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Palavras-chave: imperialismo, poder, ideologia, guerra mundial, mídia, coerção, manipulação midiática, analfabetismo midiático.

"Quem está ausente? é você?" Cataz incentivando o alistamento militar

"A Austrália prometeu para a Grã-Bretanha 50.000 soldados" "Você nos ajudará a cumprir a promessa"

JORNAIS DA ÉPOCA: DECLARAÇÃO DE GUERRA A PORTUGAL

Trabalho feminino e infantil no século XIX

“Tinha 7 anos quando comecei a trabalhar na fábrica: o trabalho era a fiação da lã; as horas de trabalho decorriam entre as 5 da manhã e as 8 da noite, com um intervalo de 30 minutos ao meio-dia para repousar e comer (...). Nesta fábrica havia cerca de 50 crianças mais ou menos da minha idade (...). Havia sempre uma meia dúzia de crianças doentes devido ao excesso de trabalho (...) Era à força do chicote que as crianças se mantinham no trabalho. Esta era a principal ocupação de um contramestre – fustigar as crianças as crianças para as fazer trabalhar excessivamente. Nas minas da divisão Oeste de Yorkshire parece que se empregam quase só mulheres para manobrar as portas de ventilação (...). Estas raparigas têm todas idades desde os 7 aos 21 anos.”

Conde de Shaftesbury, Discurso in Mémoires de l’Europe

 “Betty Harris, 37 anos (...) não sei ler nem escrever. Trabalho para Andrew Knowles, da Litle Bolton (Lancashire). Puxo vagonetas de carvão e trabalho das 6 horas da manhã às 6 horas da tarde. Puxei vagonetas quando estava grávida. Conheço uma mulher que entrou em casa depois do trabalho, lavou-se, deitou-se, pariu e voltou ao trabalho menos de uma semana depois. Uso uma correia em torno da cintura, uma cadeia que me passa entre as pernas e avanço com as mãos e com os pés. O caminho é muito íngreme e somos amarrados a uma corda. (...) No sítio em que trabalho, a fossa é muito húmida e a água cobre-me sempre os sapatos; um dia estive com água até às coxas (...)”.

Relatório parlamentar inglês de 1842

 '-Sou encarregada de abrir e fechar as portas de ventilação na mina de Gauber, tenho de fazer isso sem luz e estou assustada. Entro às quatro, e às vezes às três e meia da manhã, e saio às cinco e meia. Nunca durmo. Às vezes canto quando tenho luz, mas não no escuro: não ouso cantar'. Esta é a descrição feita por uma menina de oito anos, Sarah Gooder, de um dia nas minas, em meados do século XIX. As revelações de Sarah e de outras crianças levaram finalmente a uma legislação proibindo o emprego de crianças nas minas - quer dizer, crianças abaixo de dez anos de idade!

(POSTMAN, 1999, p.67).

 "A criança de sete a dez anos, já conduz os bois, guarda o gado, apanha a lenha, acarreta, sacha, colabora na cultura. Tem a altura de uma enxada e a utilidade de um homem. Sai de madrugada, recolhe às trindades, com o seu dia rudemente trabalhado. Mandá-lo à escola, de manhã e de tarde, umas poucas de horas, é diminuir a força produtora do casal. Um aluno de mais na escola é assim um braço de menos na lavoura. Ora uma família de lavradores não pode luxuosamente diminuir as suas forças vivas. Não é por o filho saber soletrar a cartilha que a terra lhe dará mais pão. Portanto tiram a criança à escola para a empregar na terra.”

Uma Campanha Alegre
(Volume II, Capítulo XXII: Melancólicas reflexões sobre a instrução pública em Portugal) por Eça de Queirós