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sábado, 22 de junho de 2013

Jean – François Millet (1814-1875) | Palheiros: Outuno.

Assinado: J. F. Millet | c. 1868 | Pastel | A. 0,69 x L 0,93 m.
Proveniencia: Colecção Albert Cahen d´anvers.
Adquirido por intermédio de Graat et Madoulé na Venda Cahen d´Anvers,
Galeria Georges Petit, Paris, a 14 de  Maio de 1920.

Claude Monet | O tanque dos Nenúfares (1900) |Monet e “As Papoilas de Argenteuil” | Monet e "a Gare Saint-Lazare"

Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 89,5 x 100 cm
Proveniência: legado pelo conde Isaac de Camondo em 1911
Monet “As Papoilas de Argenteuil”- 1885 - Técnica Óleo sobre tela
Dimensões 50x65 cm Museu d'Orsay, Paris 

sábado, 1 de setembro de 2012

POSITIVISMO

Sistema filosófico estabelecido por Auguste Comte na França do século XIX e exposto em livros como o Curso de Filosofia Positiva ou o Curso de política positiva. 
Tem como ponto de base fundamental a ideia de que a filosofia deve ser concreta e não abstrata, quer dizer, deve tratar de factos. 
Segundo a doutrina proposta por este autor os conhecimentos científicos passaram ao longo da história por três fases ou estados, do mesmo modo que acontece com os indivíduos particulares; é a chamada "lei dos três estados". 
O primeiro é o "estado teológico" ou fictício, é uma base provisória na qual o ser humano atribui as causas dos fenómenos, num primeiro momento, a poderes mágicos (o "fetichismo"), num segundo momento a deuses (o "politeísmo") e, finalmente, num terceiro momento, a Deus (o "monoteísmo"). 
O estado teológico corresponde à infância do ser humano. Segue-se o "estado metafísico" ou abstrato, no qual o homem continua a procurar as causas do mundo material, atribuindo-as já não a Deus, mas a entidades abstratas, reunidas sob o conceito de natureza. Finalmente, no "estado positivo", o último, o ser humano limita-se a observar os factos; em vez de imaginar as causas limita-se a observar as leis. 
A progressão da sociedade é feita através do mesmo esquema triádico: num primeiro momento a sociedade é sobretudo dominada pelos militares, depois pelos legisladores e, finalmente, pela indústria e pela economia. 
Num estranho e durável devaneio Comte propôs uma nova religião que pretendia substituir a católica, é a "religião positiva", em tudo semelhante à católica com uma diferença abissal: o Deus culturado não é o Deus transcendente mas a própria humanidade. 
Augusto Comte chegou mesmo a definir os templos, os sacramentos, as qualidades requeridas para se ser sacerdote, os ritos, o calendário e o tipo de estátuas.
 O culto estabelecer-se-ia de três modos: um culto pessoal através da adoração da mulher, na pessoa da mãe, da esposa e da filha; outro culto seria o doméstico: aos 14 anos a criança era iniciada, aos 21 admitida, aos 28 recebe o destino, aos 42 o casamento, aos 63 o retiro, depois a transformação (a morte) e, após sete anos, a reintegração no "Grande Ser"; havia ainda o culto público ao "Grande Ser". 
O positivismo teve uma grande aceitação, mas também inúmeros adversários. Ultrapassou as fronteiras francesas, embora com nuances consideráveis, e chegou à Inglaterra (por exemplo John Stuart Mill), à Alemanha (o naturalismo de Haeckel e o empiriocriticismo de Avenarius), ao Brasil (o positivismo ortodoxo de Miguel Lemos e Teixeira Mendes) e a Portugal (por exemplo Teófilo Braga).

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX: ESTILOS ARTÍSTICOS

REALISMO 
Esta corrente afirma uma reação clara aos pressupostos românticos, em vez do culto do eu, propõe a análise da sociedade, contrariando a nostalgia do passado, analisa criticamente a contemporaneidade : por oposição às paisagens dramáticas, representa cenas banais, e as suas personagens não são heróis, mas pessoas simples. 
O desejo de objectividade na arte reflete a aceitação da corrente filosófica positivista. 
O gosto pelo concreto levou a que, na pintura, os artistas Colbert, Milet e Manet representassem cenas do quotidiano: porém, a tentativa de representar exclusivamente o real chocou a sociedade burguesa de então.
 Realismo: a tela Os Britadores de Pedra, de Gustave Courbet (1851), considerada o manifesto do Realismo.
 IMPRESSIONISMO 
Foi da tela de Monet Impressão: Sol Nascente que nasceu o termo impressionistas, utilizado por um crítico, desdenhosamente, para designar o grupo de pintores (de que se salientam Monet, Renoir, Degas) que desafiaramas convenções artísticas da época. 
O Impressionismo procurava captar, em tela, a fugacidade do real. 
Aproximava-se da pintura realista no tratamento de temas vulgares e urbanos, mas aceitava a subjectividade do olhar, transmitida pelos efeitos de luz e pelas cores inesperadas. 
Graças à expansão das vias férreas e à novidade dos tubos de estanho com as cores já preparadas, os pintores impressionistas puderam trocar os ateliers pelo ar livre.
Impressionismo- a pintura Impressão: Sol Nascente, de Claude Monet (1872), cujo título acabaria por dar origem à corrente pictórica.
SIMBOLISMO 
Em reação ao Realismo e Positivismo, a corrente simbolista acentua a impossibilidade de existência de uma só realidade e propõe como alternativa a representação simbólica das ideias, razão por que os seus autores foram denominados simbolistas. 
Gustave Moreau e Puvis de Chavanes souberam criar nas suas telas um ambiente de mistério e de sonho, enquanto Paul Gauguin procurou afastar-se da civilização industrial europeia para procurar, na arte e na vida, um ideal de primitivismo.
 Em Inglaterra, a pintura de Rossetti ou de Burne-Jones (chamada de Pré-Rafaelita por recusar os cânones do Renascimento) pode ser integrada na corrente simbolista pela aproximação ao sobrenatural e pela valorização de ambientes de evasão. 
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ARTE NOVA
Assumindo-se, sobretudo, como um estilo decorativo, a Arte Nova resulta da vontade de imprimir colorido e graciosidade a uma Europa descaracterizada pela industrialização. 
Os artistas da Arte Nova elaboravam jóias refinadas (Lalique), adornavam a entrada para o metropolitano de Paris, ilustravam painéis publicitários com gravuras de mulheres idealizadas entre flores e folhagens (Mucha). 
O requinte e a elegância permitem identificar, rapidamente, todas as facetas da Arte Nova 
Enquanto corrente arquitetónica, a forma ondulada, a aplicação do ferro e a valorização da estrutura como decoração marcaram as obras de Arte Nova, salientando-se as do arquiteto Gaudí, em Barcelona.

sábado, 28 de julho de 2012

CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA

CONTEXTUALIZAÇÃO
No fim do século XIX, a crença no valor da ciência atingiu o seu auge. Os extraordinários progressos nas mais diversas áreas científicas e técnicas consolidaram a fé no conhecimento como alicerce de um mundo melhor. Endeusados, revestidos de uma quase omnipotência, o racionalismo e o método científico dominam, então, a cultura europeia.
Fazendo-se sentir em todas áreas, das ciências exatas às ciências sociais, da filosofia ao ensino, o apreço pelo concreto, pelo “positivo” vai também refletir-se na arte e na literatura.
Artistas e escritores rejeitam os velhos cânones académicos e voltam-se  para o mundo que os rodeia, procurando retratá-lo da forma mais objectiva. No entanto, as necessidades do espírito rapidamente se manifestam e, numa oposição clara ao Realismo dominante, emerge a corrente simbolista, feita de imaterialidade e transcendência.
Embora contrárias, as duas tendências partilham da mesma ousadia e da necessidade de encontrar uma estética própria, liberta das regras tradicionais.
Este sentimento conduzirá à Arte Nova que tão fortemente marcou a viragem do século.
Procurando acompanhar o passo da Modernidade europeia, os intelectuais portugueses consomem avidamente as novidades que, “aos pacotes”, lhes chegam de comboio. No último terço do século, sob o impulso da Geração de 70, o nosso país abre-se ao debate social e ás novas tendências literárias. Adere também, embora de forma moderada, à estética realista que tinha conquistado a Europa, 20 anos antes. Não se colocando à margem da revolução cultural que se desencadeara na Europa, Portugal mantém, no entanto, a sua índole prudente e conservadora.

terça-feira, 24 de julho de 2012

CONCEITOS: MÓDULO 6;UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA


UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA
CIENTISMO:- Crença no poder absoluto da ciência em todos os aspetos da vida.
O Cientismo parte de um estrito racionalismo que considera explicáveis todos os fenómenos, não pondo, por isso, limites às possibilidades do conhecimento humano. Segundo esta corrente de pensamento, a ciência constituiria a chave do progresso e da felicidade humana
POSITIVISMO:- Corrente filosófica e científica sistematizada, no século XIX, por Augusto Comte. O Positivismo, como corrente de pensamento, exclui toda a teorização metafísica, confinando-se ao positivo conhecimento dos factos através do método científico.
REALISMO:- Movimento cultural que se segue e se opõe ao Romantismo. Cronologicamente, o Realismo afirma-se acerca de 1850 e prolonga-se, sob várias formas, até à viragem do século.
Influenciado pela corrente positivista, o Realismo rejeita toda a subjetividade, opondo à beleza, ao refinamento, à elevação moral o simples culto dos factos. Estendendo-se embora a vários domínios, este movimento foi particularmente expressivo na pintura e na literatura.
IMPRESSIONISMO:- Corrente pictórica que se esboça na década de 1860 e persiste, pela mão de pintores como Claude Monet, até ao inicio do século XIX.
Os impressionistas procuram captar a realidade visível tal como, de imediato, a percebemos, transfigurada pelas diferentes intensidades de luz. Caracteriza-se por uma técnica pictórica rápida, de contornos diluídos, que privilegia as cores fortes e claras.  
SIMBOLISMO:- Corrente artística da segunda metade do século XIX que atingiu a sua expressão mais forte cerca de 1880-90.
O simbolismo toma como tema o mundo dos pensamentos e dos sonhos, o sobrenatural e o invisível, adquirindo um carácter hermético e isotérico.
Tal como o Realismo, ao qual se opôs, esta corrente afirma-se sobretudo ao nível pictórico e literário.
ARTE NOVA:- Estilo que marca , na Europa, a viragem do século (c. 1890-1914) e se afirma pela oposição aos estilos antigos que continuavam a inspirar a arte académica. Embora se desdobre em múltiplas vertentes nacionais (Modern Style, em Inglaterra; Art Nouveau, em França; Secession, na Áustria; Jugendstile, na Alemanha, Modernismo, em Espanha…), a Arte Nova define-se pela preocupação decorativista, pelo predomínio da linha ondulada e pelo recurso aos motivos florais e femininos.