HISTÓRIA 11 A:Curso Científico - Humanístico Línguas e Humanidades -------- Marc Bloch define a História como a “Ciência dos homens, no tempo” uma vez que estuda os homens, sua produção e suas relações sociais, políticas, económicas e culturais num determinado espaço e tempo
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sábado, 22 de junho de 2013
Claude Monet | O tanque dos Nenúfares (1900) |Monet e “As Papoilas de Argenteuil” | Monet e "a Gare Saint-Lazare"
sábado, 1 de setembro de 2012
POSITIVISMO
Sistema filosófico estabelecido por Auguste Comte na França do século XIX e exposto em livros como o Curso de Filosofia Positiva ou o Curso de política positiva.
Tem como ponto de base fundamental a ideia de que a filosofia deve ser concreta e não abstrata, quer dizer, deve tratar de factos.
Segundo a doutrina proposta por este autor os conhecimentos científicos passaram ao longo da história por três fases ou estados, do mesmo modo que acontece com os indivíduos particulares; é a chamada "lei dos três estados".
O primeiro é o "estado teológico" ou fictício, é uma base provisória na qual o ser humano atribui as causas dos fenómenos, num primeiro momento, a poderes mágicos (o "fetichismo"), num segundo momento a deuses (o "politeísmo") e, finalmente, num terceiro momento, a Deus (o "monoteísmo").
O estado teológico corresponde à infância do ser humano. Segue-se o "estado metafísico" ou abstrato, no qual o homem continua a procurar as causas do mundo material, atribuindo-as já não a Deus, mas a entidades abstratas, reunidas sob o conceito de natureza. Finalmente, no "estado positivo", o último, o ser humano limita-se a observar os factos; em vez de imaginar as causas limita-se a observar as leis.
A progressão da sociedade é feita através do mesmo esquema triádico: num primeiro momento a sociedade é sobretudo dominada pelos militares, depois pelos legisladores e, finalmente, pela indústria e pela economia.
Num estranho e durável devaneio Comte propôs uma nova religião que pretendia substituir a católica, é a "religião positiva", em tudo semelhante à católica com uma diferença abissal: o Deus culturado não é o Deus transcendente mas a própria humanidade.
Augusto Comte chegou mesmo a definir os templos, os sacramentos, as qualidades requeridas para se ser sacerdote, os ritos, o calendário e o tipo de estátuas.
O culto estabelecer-se-ia de três modos: um culto pessoal através da adoração da mulher, na pessoa da mãe, da esposa e da filha; outro culto seria o doméstico: aos 14 anos a criança era iniciada, aos 21 admitida, aos 28 recebe o destino, aos 42 o casamento, aos 63 o retiro, depois a transformação (a morte) e, após sete anos, a reintegração no "Grande Ser"; havia ainda o culto público ao "Grande Ser".
O positivismo teve uma grande aceitação, mas também inúmeros adversários. Ultrapassou as fronteiras francesas, embora com nuances consideráveis, e chegou à Inglaterra (por exemplo John Stuart Mill), à Alemanha (o naturalismo de Haeckel e o empiriocriticismo de Avenarius), ao Brasil (o positivismo ortodoxo de Miguel Lemos e Teixeira Mendes) e a Portugal (por exemplo Teófilo Braga).
Tem como ponto de base fundamental a ideia de que a filosofia deve ser concreta e não abstrata, quer dizer, deve tratar de factos.
Segundo a doutrina proposta por este autor os conhecimentos científicos passaram ao longo da história por três fases ou estados, do mesmo modo que acontece com os indivíduos particulares; é a chamada "lei dos três estados".
O primeiro é o "estado teológico" ou fictício, é uma base provisória na qual o ser humano atribui as causas dos fenómenos, num primeiro momento, a poderes mágicos (o "fetichismo"), num segundo momento a deuses (o "politeísmo") e, finalmente, num terceiro momento, a Deus (o "monoteísmo").
O estado teológico corresponde à infância do ser humano. Segue-se o "estado metafísico" ou abstrato, no qual o homem continua a procurar as causas do mundo material, atribuindo-as já não a Deus, mas a entidades abstratas, reunidas sob o conceito de natureza. Finalmente, no "estado positivo", o último, o ser humano limita-se a observar os factos; em vez de imaginar as causas limita-se a observar as leis.
A progressão da sociedade é feita através do mesmo esquema triádico: num primeiro momento a sociedade é sobretudo dominada pelos militares, depois pelos legisladores e, finalmente, pela indústria e pela economia.
Num estranho e durável devaneio Comte propôs uma nova religião que pretendia substituir a católica, é a "religião positiva", em tudo semelhante à católica com uma diferença abissal: o Deus culturado não é o Deus transcendente mas a própria humanidade.
Augusto Comte chegou mesmo a definir os templos, os sacramentos, as qualidades requeridas para se ser sacerdote, os ritos, o calendário e o tipo de estátuas.
O culto estabelecer-se-ia de três modos: um culto pessoal através da adoração da mulher, na pessoa da mãe, da esposa e da filha; outro culto seria o doméstico: aos 14 anos a criança era iniciada, aos 21 admitida, aos 28 recebe o destino, aos 42 o casamento, aos 63 o retiro, depois a transformação (a morte) e, após sete anos, a reintegração no "Grande Ser"; havia ainda o culto público ao "Grande Ser".
O positivismo teve uma grande aceitação, mas também inúmeros adversários. Ultrapassou as fronteiras francesas, embora com nuances consideráveis, e chegou à Inglaterra (por exemplo John Stuart Mill), à Alemanha (o naturalismo de Haeckel e o empiriocriticismo de Avenarius), ao Brasil (o positivismo ortodoxo de Miguel Lemos e Teixeira Mendes) e a Portugal (por exemplo Teófilo Braga).
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX: ESTILOS ARTÍSTICOS
REALISMO
Esta corrente afirma uma reação clara aos pressupostos românticos, em vez do culto do eu, propõe a análise da sociedade, contrariando a nostalgia do passado, analisa criticamente a contemporaneidade : por oposição às paisagens dramáticas, representa cenas banais, e as suas personagens não são heróis, mas pessoas simples.
O desejo de objectividade na arte reflete a aceitação da corrente filosófica positivista.
O gosto pelo concreto levou a que, na pintura, os artistas Colbert, Milet e Manet representassem cenas do quotidiano: porém, a tentativa de representar exclusivamente o real chocou a sociedade burguesa de então.
Realismo: a tela Os Britadores de Pedra, de Gustave Courbet (1851), considerada o manifesto do Realismo.
IMPRESSIONISMO
Foi da tela de Monet Impressão: Sol Nascente que nasceu o termo impressionistas, utilizado por um crítico, desdenhosamente, para designar o grupo de pintores (de que se salientam Monet, Renoir, Degas) que desafiaramas convenções artísticas da época.
O Impressionismo procurava captar, em tela, a fugacidade do real.
Aproximava-se da pintura realista no tratamento de temas vulgares e urbanos, mas aceitava a subjectividade do olhar, transmitida pelos efeitos de luz e pelas cores inesperadas.
Graças à expansão das vias férreas e à novidade dos tubos de estanho com as cores já preparadas, os pintores impressionistas puderam trocar os ateliers pelo ar livre.
Impressionismo- a pintura Impressão: Sol Nascente, de Claude Monet (1872), cujo título acabaria por dar origem à corrente pictórica.
SIMBOLISMO
Em reação ao Realismo e Positivismo, a corrente simbolista acentua a impossibilidade de existência de uma só realidade e propõe como alternativa a representação simbólica das ideias, razão por que os seus autores foram denominados simbolistas.
Gustave Moreau e Puvis de Chavanes souberam criar nas suas telas um ambiente de mistério e de sonho, enquanto Paul Gauguin procurou afastar-se da civilização industrial europeia para procurar, na arte e na vida, um ideal de primitivismo.
Em Inglaterra, a pintura de Rossetti ou de Burne-Jones (chamada de Pré-Rafaelita por recusar os cânones do Renascimento) pode ser integrada na corrente simbolista pela aproximação ao sobrenatural e pela valorização de ambientes de evasão.
.
ARTE NOVA
Assumindo-se, sobretudo, como um estilo decorativo, a Arte Nova resulta da vontade de imprimir colorido e graciosidade a uma Europa descaracterizada pela industrialização.
Os artistas da Arte Nova elaboravam jóias refinadas (Lalique), adornavam a entrada para o metropolitano de Paris, ilustravam painéis publicitários com gravuras de mulheres idealizadas entre flores e folhagens (Mucha).
O requinte e a elegância permitem identificar, rapidamente, todas as facetas da Arte Nova
Enquanto corrente arquitetónica, a forma ondulada, a aplicação do ferro e a valorização da estrutura como decoração marcaram as obras de Arte Nova, salientando-se as do arquiteto Gaudí, em Barcelona.
Esta corrente afirma uma reação clara aos pressupostos românticos, em vez do culto do eu, propõe a análise da sociedade, contrariando a nostalgia do passado, analisa criticamente a contemporaneidade : por oposição às paisagens dramáticas, representa cenas banais, e as suas personagens não são heróis, mas pessoas simples.
O desejo de objectividade na arte reflete a aceitação da corrente filosófica positivista.
O gosto pelo concreto levou a que, na pintura, os artistas Colbert, Milet e Manet representassem cenas do quotidiano: porém, a tentativa de representar exclusivamente o real chocou a sociedade burguesa de então.
Realismo: a tela Os Britadores de Pedra, de Gustave Courbet (1851), considerada o manifesto do Realismo.
Foi da tela de Monet Impressão: Sol Nascente que nasceu o termo impressionistas, utilizado por um crítico, desdenhosamente, para designar o grupo de pintores (de que se salientam Monet, Renoir, Degas) que desafiaramas convenções artísticas da época.
O Impressionismo procurava captar, em tela, a fugacidade do real.
Aproximava-se da pintura realista no tratamento de temas vulgares e urbanos, mas aceitava a subjectividade do olhar, transmitida pelos efeitos de luz e pelas cores inesperadas.
Graças à expansão das vias férreas e à novidade dos tubos de estanho com as cores já preparadas, os pintores impressionistas puderam trocar os ateliers pelo ar livre.
Impressionismo- a pintura Impressão: Sol Nascente, de Claude Monet (1872), cujo título acabaria por dar origem à corrente pictórica.
Em reação ao Realismo e Positivismo, a corrente simbolista acentua a impossibilidade de existência de uma só realidade e propõe como alternativa a representação simbólica das ideias, razão por que os seus autores foram denominados simbolistas.
Gustave Moreau e Puvis de Chavanes souberam criar nas suas telas um ambiente de mistério e de sonho, enquanto Paul Gauguin procurou afastar-se da civilização industrial europeia para procurar, na arte e na vida, um ideal de primitivismo.
Em Inglaterra, a pintura de Rossetti ou de Burne-Jones (chamada de Pré-Rafaelita por recusar os cânones do Renascimento) pode ser integrada na corrente simbolista pela aproximação ao sobrenatural e pela valorização de ambientes de evasão.
.
Assumindo-se, sobretudo, como um estilo decorativo, a Arte Nova resulta da vontade de imprimir colorido e graciosidade a uma Europa descaracterizada pela industrialização.
Os artistas da Arte Nova elaboravam jóias refinadas (Lalique), adornavam a entrada para o metropolitano de Paris, ilustravam painéis publicitários com gravuras de mulheres idealizadas entre flores e folhagens (Mucha).
O requinte e a elegância permitem identificar, rapidamente, todas as facetas da Arte Nova
Enquanto corrente arquitetónica, a forma ondulada, a aplicação do ferro e a valorização da estrutura como decoração marcaram as obras de Arte Nova, salientando-se as do arquiteto Gaudí, em Barcelona.
sábado, 28 de julho de 2012
CONTEXTUALIZAÇÃO: MÓDULO 6:UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA
CONTEXTUALIZAÇÃO
No fim do século XIX, a crença no valor
da ciência atingiu o seu auge. Os extraordinários progressos nas mais diversas
áreas científicas e técnicas consolidaram a fé no conhecimento como alicerce de
um mundo melhor. Endeusados, revestidos de uma quase omnipotência, o
racionalismo e o método científico dominam, então, a cultura europeia.
Fazendo-se sentir em todas áreas, das
ciências exatas às ciências sociais, da filosofia ao ensino, o apreço pelo
concreto, pelo “positivo” vai também refletir-se na arte e na literatura.
Artistas e escritores rejeitam os
velhos cânones académicos e voltam-se
para o mundo que os rodeia, procurando retratá-lo da forma mais
objectiva. No entanto, as necessidades do espírito rapidamente se manifestam e,
numa oposição clara ao Realismo dominante, emerge a corrente simbolista, feita
de imaterialidade e transcendência.
Embora contrárias, as duas tendências
partilham da mesma ousadia e da necessidade de encontrar uma estética própria,
liberta das regras tradicionais.
Este sentimento conduzirá à Arte Nova
que tão fortemente marcou a viragem do século.
Procurando acompanhar o passo da
Modernidade europeia, os intelectuais portugueses consomem avidamente as
novidades que, “aos pacotes”, lhes chegam de comboio. No último terço do
século, sob o impulso da Geração de 70, o nosso país abre-se ao debate social e
ás novas tendências literárias. Adere também, embora de forma moderada, à
estética realista que tinha conquistado a Europa, 20 anos antes. Não se colocando
à margem da revolução cultural que se desencadeara na Europa, Portugal mantém,
no entanto, a sua índole prudente e conservadora.
terça-feira, 24 de julho de 2012
CONCEITOS: MÓDULO 6;UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA
UNIDADE 5: OS CAMINHOS DA CULTURA
CIENTISMO:- Crença no poder absoluto da ciência em todos os aspetos
da vida.
O Cientismo parte de um estrito racionalismo que considera
explicáveis todos os fenómenos, não pondo, por isso, limites às possibilidades
do conhecimento humano. Segundo esta corrente de pensamento, a ciência
constituiria a chave do progresso e da felicidade humana
POSITIVISMO:- Corrente filosófica e científica
sistematizada, no século XIX, por Augusto Comte. O Positivismo, como corrente
de pensamento, exclui toda a teorização metafísica, confinando-se ao positivo
conhecimento dos factos através do método científico.
REALISMO:- Movimento cultural que se segue e se opõe ao
Romantismo. Cronologicamente, o Realismo afirma-se acerca de 1850 e prolonga-se,
sob várias formas, até à viragem do século.
Influenciado pela corrente positivista, o Realismo rejeita
toda a subjetividade, opondo à beleza, ao refinamento, à elevação moral o
simples culto dos factos. Estendendo-se embora a vários domínios, este
movimento foi particularmente expressivo na pintura e na literatura.
IMPRESSIONISMO:- Corrente pictórica que se esboça na década
de 1860 e persiste, pela mão de pintores como Claude Monet, até ao inicio do
século XIX.
Os impressionistas procuram captar a realidade visível tal
como, de imediato, a percebemos, transfigurada pelas diferentes intensidades de
luz. Caracteriza-se por uma técnica pictórica rápida, de contornos diluídos,
que privilegia as cores fortes e claras.
SIMBOLISMO:- Corrente artística da segunda metade do século
XIX que atingiu a sua expressão mais forte cerca de 1880-90.
O simbolismo toma como tema o mundo dos pensamentos e dos
sonhos, o sobrenatural e o invisível, adquirindo um carácter hermético e
isotérico.
Tal como o Realismo, ao qual se opôs, esta corrente
afirma-se sobretudo ao nível pictórico e literário.
ARTE NOVA:- Estilo que marca , na Europa, a viragem do
século (c. 1890-1914) e se afirma pela oposição aos estilos antigos que
continuavam a inspirar a arte académica. Embora se desdobre em múltiplas
vertentes nacionais (Modern Style, em Inglaterra; Art Nouveau, em França;
Secession, na Áustria; Jugendstile, na Alemanha, Modernismo, em Espanha…), a
Arte Nova define-se pela preocupação decorativista, pelo predomínio da linha
ondulada e pelo recurso aos motivos florais e femininos.
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