sábado, 26 de julho de 2014

MÓDULO 4: CONTEXTUALIZAÇÃO

CONTEXTUALIZAÇÃO
Numa Europa essencialmente agrícola e tecnologicamente pouco avançada, o número de homens flutua, acompanhando os ciclos económicos: em épocas de prosperidade, a população cresce; diminui ou estagna nos períodos de recessão.
No século XVII, fizeram-se sentir os efeitos de uma crise económica acentuada, de uma grande turbulência política e de frequentes tumultos sociais.
 Foi um tempo marcado pela fome, pela doença e pela guerra. 
Esta “trilogia negra”, que regressou em força após o intervalo representado pelo século XVI, tornou a morte mais próxima e os nascimentos mais raros.
 Sucederam-se, intensas e frequentes, as crises demográficas da Europa pré-industrial.
Em meados do século XVIII, este ciclo negativo termina dando lugar a um período de crescimento populacional que não mais se inverterá. 
A Revolução Industrial aproxima-se, trazendo consigo um sistema económico e um modelo demográfico inteiramente novos.

Une histoire d'Humanité - 3 - La première guerre mondiale


quarta-feira, 23 de julho de 2014

PORTUGAL: DA MONARQUIA CONSTITUCIONAL À REPÚBLICA

Discurso de Afonso Costa, deputado republicano, na Câmara dos Deputados
(20 de novembro de 1906)

As consequências [dos costumes e do estado da nossa administração], que o Sr. ministro não quis denunciar-nos como devia, são bem […] dolorosas: uma dívida pública de perto de 800 milhões de contos de réis*; uma dívida flutuante que vai até 72 milhões de contos de réis; impostos que têm sempre aumentado, até quase quintuplicarem, de 1852 para cá; e, por outro lado, o país sem instrução, nem exército, nem defesa das costas e das fronteiras, nem marinha, nem auxílio aos operários, nem nada do que se pede e precisa, porque nem sequer temos estradas, já que as existentes, que nos custaram dezenas de milhares de contos de réis, destruiu-as a triste iniciativa e casmurrice do Sr. João Franco num dos seus ministérios anteriores, não consentindo nas reparações necessárias, e inutilizando assim um importante capital nacional que, pelo contrário, era mister valorizar e aumentar. [...]
Os costumes da administração deram nisto: o país à beira da ruína; o desgraçado consumidor a braços com o imposto de consumo, que o leva à tuberculose e à miséria; o contribuinte cada dia mais incapacitado de pagar as contribuições sempre crescentes; o proprietário disposto a abandonar as suas terras […].
Requeri […] que me fossem enviados todos os esclarecimentos possíveis acerca dos chamados «adiantamentos» à casa real. [...] O governo […] recusou-se a dar qualquer informação a este respeito; […] o país está, não só profundamente alarmado, mas profundamente irritado e resolutamente decidido a não consentir nos propósitos do governo a este respeito. […]
Além do que está determinado na lei, isto é, 525 mil contos de réis por ano, nenhuma outra quantia, qualquer que seja a sua denominação ou natureza, pode ser abonada à família real.
Se alguma foi abonada, […] foi retirada fraudulentamente dos cofres do Estado. […]
O arrependimento do rei ficou bem claro, afirmando, ainda antes de estar regularizada a sua situação, ter restituído o que indevidamente recebeu […].
A Nação ordena, e declara indispensável, que essas pessoas reponham as quantias desviadas, com todos os juros, sem exceção de uma só verba [...]. E mais ordena o povo, solenemente, que, logo que tudo esteja pago, diga o Sr. presidente do conselho ao rei:
– Retire-se, Senhor, saia do país, para não ter de entrar numa prisão, em nome da lei!
(A agitação aumenta progressivamente. Todos os deputados estão de pé.)
Por muito menos crimes do que os cometidos por D. Carlos I, rolou no cadafalso, em
França, a cabeça de Luís XVI. (Grande sussurro e agitação.)
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* 1 conto de réis = 1000 escudos (cerca de 5 euros).

A ERA INDUSTRIAL: TRANSFORMAÇÕES NA EUROPA E NO MUNDO

O proprietário rural inglês Thomas William Coke,
pintura de Thomas Weaver (cerca de 1807)

Description
THOMAS WILLIAM COKE M.P. FOR NORFOLK INSPECTING SHEEP by Thomas Weaver (1774-1843) from Gunby Hall Photographed in 1991, post-conservation. Property Name Gunby Hall Estate NTPL Ref. No. 27528
Region East Midlands

GRUPO I
3
Versão 1: (D); (C); (A); (E); (B)
 Ordene cronologicamente os seguintes acontecimentos relativos ao movimento operário. Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.
 (A) Formação dos primeiros sindicatos na Grã-Bretanha e organização de greves.
(B) Criação da II Internacional (ou Internacional Operária e Socialista), em Paris.
(C) Destruição de máquinas pelos operários, num movimento não organizado de reação à exploração.
(D) Nascimento do operariado industrial, na Grã-Bretanha, na sequência do êxodo rural.
(E) Publicação do Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, em Londres.

terça-feira, 24 de junho de 2014

A CONSTRUÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL: ANTECEDENTES E DIFICULDADES


D Isabel Vargues e Luís Reis Torgal, «Da revolução à contra-revolução: vintismo, cartismo, absolutismo. O exílio político», in José Mattoso (dir.), História de Portugal, vol. 5, Lisboa, Círculo de Leitores, 1993, p. 82 (adaptado)

A CONSTRUÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL: ANTECEDENTES E DIFICULDADES


In António Pires Nunes, «A Primeira Invasão Francesa», in Manuel Themudo Barata e Nuno Severiano Teixeira (dir.), Nova História Militar de Portugal, vol. 3, Lisboa, Círculo de Leitores, 2004, p. 44

AS SOCIEDADES DE ANTIGO REGIME: ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL, PODER POLÍTICO E DINÂMICAS ECONÓMICAS

AS SOCIEDADES DE ANTIGO REGIME: ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL, PODER POLÍTICO E DINÂMICAS ECONÓMICAS
Memórias de um membro* do primeiro Conselho reunido por Luís XIV (Vincennes, 1661)
 Nós éramos oito, a saber: o senhor chanceler, o senhor superintendente, meu pai [secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros], o senhor de Lionne, o senhor de La Vrillière, o senhor du Plessis-Guénégaud, o senhor Le Tellier e eu*. O rei descobriu-se e voltou a pôr o seu chapéu. Mantendo-se de pé diante da sua cadeira, dirigiu a palavra ao senhor chanceler: – Senhor, mandei-vos reunir com os meus ministros e secretários de Estado para vos dizer que, até agora, me aprouve deixar governar os meus negócios pelo falecido senhor cardeal [Mazarino]; é tempo de ser eu próprio a governá-los. Vós me ajudareis com os vossos conselhos, quando vo-los pedir. Excetuando o uso corrente do selo, em que nada pretendo mudar, peço-vos e ordeno-vos, senhor chanceler, que nada seleis por ordem que não seja minha e sem me terdes falado no caso, salvo se um secretário de Estado vos levar [os documentos] da minha parte. […] Em seguida, o rei voltou-se para nós e disse-nos: – E vós, meus secretários de Estado, proíbo-vos de assinar seja o que for, nem que seja um salvo-conduto ou passaporte, sem minha ordem, e [ordeno-vos] que me presteis contas, a mim próprio, diariamente, [dos assuntos a cargo]. […] E a vós, senhor superintendente, já vos expliquei as minhas vontades; peço-vos que vos sirvais de Colbert, que o falecido senhor cardeal me recomendou. […] Depois o rei acrescentou: – A face do teatro muda. No governo do meu Estado, na administração das minhas finanças e nas negociações diplomáticas, terei outros princípios, diferentes dos do falecido senhor cardeal. Sabeis as minhas vontades, resta-vos agora, senhores, executá-las. Mais não disse, e o Conselho separou-se. Ao sair deste primeiro Conselho, no qual Sua Majestade começou verdadeiramente a governar o Estado por si mesmo, fui a correr assistir ao acordar da rainha-mãe. 

* Louis-Henri de Loménie, conde de Brienne, secretário de Estado adjunto dos Negócios Estrangeiros de 1658 a 1663.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

PROGRAMA : MÓDULO 4-5-6

Conteúdos programáticos do 11.º ano

Eis os conteúdos programáticos do 11.º ano que fazem parte do Programa de História A, organizados em módulos, e que serão objeto explícito de avaliação no exame nacional, a par dos de 12.º ano.
 Os conteúdos a negrito são de aprofundamento.
Módulo 4 – A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade, poder e dinâmicas coloniais (Vol.1)
  1. População da Europa nos séculos XVII e XVIII: crises e crescimento
2. Europa dos Estados absolutos e a Europa dos parlamentos
2.1. Estratificação social e poder político nas sociedades de Antigo Regime
A sociedade de ordens assente no privilégio e garantida pelo absolutismo régio de direito divino. Pluralidade de estratos sociais, de comportamentos e de valores. Os modelos estéticos de encenação do poder.         
- Sociedade e poder em Portugal: preponderância da nobreza fundiária e mercantilizada. Criação do aparelho burocrático do Estado absoluto no século XVII. O absolutismo joanino.
2.2. A Europa dos parlamentos: sociedade e poder político
- Afirmação política da burguesia nas Províncias Unidas, no século XVII. Grotius e a legitimação do domínio dos mares.
- Recusa do absolutismo na sociedade inglesa; Locke e a justificação do parlamentarismo.
3. Triunfo dos Estados e dinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII
3.1. O reforço das economias nacionais e tentativas de controlo do comércio.Reforço das economias nacionais: o Mercantilismo em França e o sistema mercantil em Inglaterra. O equilíbrio europeu e a disputa das áreas coloniais.
3.2. A hegemonia económica britânica: condições de sucesso e arranque industrial (os progressos agrícolas; o crescimento demográfico e a urbanização; a criação de um mercado nacional; o alargamento do mercado externo; o sistema financeiro. O arranque industrial (o setor algodoeiro; a metalurgia; a força do vapor; um tempo de mudança.
3.3. Portugal – dificuldades e crescimento económico
Da crise comercial de finais do século XVII à apropriação do ouro brasileiro pelo mercado britânico (o surto manufatureiro; a inversão da conjuntura e a descoberta do ouro brasileiro; a apropriação do ouro brasileiro pelo mercado britânico).
A política económica e social pombalina. A prosperidade comercial de finais do século XVIII.
4. Construção da modernidade europeia
4.1. O método experimental e o progresso do conhecimento do homem e da natureza.
4.2. A filosofia das Luzes: apologia da razão, do progresso e do valor do indivíduo; defesa do direito natural, do contrato social e da separação dos poderes.
4.3. Portugal - o projeto pombalino de inspiração iluminista: modernização do Estado e das instituições; ordenação do espaço urbano; a reforma do ensino.
Módulo 5 – O Liberalismo – Ideologia e Revolução, modelos e práticas nos séculos XVIII e XIX (Vol.2)
1. A revolução americana, uma revolução fundadora
- Nascimento de uma nação sob a égide dos ideais iluministas.
2. A revolução francesa – paradigma das revoluções liberais e burguesas
2.1. A França nas vésperas da revolução.
2.2. Da Nação soberana ao triunfo da revolução burguesa: a desagregação da ordem social de Antigo Regime; a monarquia constitucional; a obra da Convenção; o regresso à paz civil e a nova ordem institucional e jurídica.
3. A geografia dos movimentos revolucionários na primeira metade do século XIX: as vagas revolucionárias liberais e nacionais.
4. A implantação do liberalismo em Portugal
4.1. Antecedentes e conjuntura (1807 a 1820).
4.2. A revolução de 1820 e as dificuldades de implantação da ordem liberal (1820-1834); precariedade da legislação vintista de caráter socioeconómico; desagregação do império atlântico. Constituição de 1822 e Carta Constitucional de 1826.
4.3. O novo ordenamento político e socioeconómico (1834-1851): importância da legislação de Mouzinho da Silveira e dos projetos setembrista e cabralista.
5. O legado do liberalismo na primeira metade do século XIX
5.1. O Estado como garante da ordem liberal; a secularização das instituições; o cidadão, ator político. O direito à propriedade e à livre iniciativa. Os limites da universalidade dos direitos humanos: a problemática da abolição da escravatura.
5.2. O romantismo, expressão da ideologia liberal: revalorização das raízes históricas das nacionalidades; exaltação da liberdade; a explosão do sentimento nas artes plásticas, na literatura e na música.
Módulo 6 – A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas (Vol.3)
1. As transformações económicas na Europa e no Mundo
1.1.  A expansão da revolução industrial
- Novos inventos e novas fontes de energia; a ligação ciência-técnica.
Concentração industrial e bancária; racionalização do trabalho.
1.2.  A geografia da industrialização
- A hegemonia inglesa. A afirmação de novas potências; a permanência de formas de economia tradicional.
1.3.  A agudização das diferenças
A confiança nos mecanismos autorreguladores do mercado. As crises do capitalismo.
O mercado internacional e a divisão internacional do trabalho.
2. A sociedade industrial e urbana
2.1. A explosão populacional; a expansão urbana e o novo urbanismo; migrações internas e emigração.
2.2. Unidade e diversidade da sociedade oitocentista
- A condição burguesa: proliferação do terciário e incremento das classes médias; valores e comportamentos.
- A condição operária: salários e modos de vida. Associativismo e sindicalismo; as propostas socialistas de transformação revolucionária da sociedade.
3. Evolução democrática, nacionalismo e imperialismo
3.1. As transformações políticas
A evolução democrática do sistema representativo; os excluídos da democracia representativa.
- As aspirações de liberdade nos Estados autoritários e os movimentos de unificação nacional.
3.2. Os afrontamentos imperialistas: o domínio da Europa sobre o Mundo.
4. Portugal, uma sociedade capitalista dependente
A Regeneração entre o livre-cambismo e o protecionismo (1850-80): o desenvolvimento de infraestruturas; a dinamização da atividade produtiva; a necessidade de capitais e os mecanismos da dependência.
Entre a depressão e a expansão (1880-1914): a crise financeira de 1880-90 e o surto industrial de final de século.
As transformações do regime político na viragem do século: os problemas da sociedade portuguesa e a contestação da monarquia; a solução republicana e parlamentar – a Primeira República.
5. Os caminhos da cultura
A confiança no progresso científico; avanço das ciências exatas e emergência das ciências sociais. A progressiva generalização do ensino público.
O interesse pela realidade social na literatura e nas artes – as novas correntes estéticas na viragem do século.
Portugal: o dinamismo cultural do último terço do século.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Implantação da República

A República Portuguesa foi proclamada em Lisboa a 5 de outubro de 1910.
Ilustração alusiva à Proclamação da República Portuguesa
 5 de outubro de 1910
Nesse dia foi organizado um governo provisório, que tomou o controlo da administração do país, chefiado por Teófilo Braga, um dos teorizadores do movimento republicano nacional. Iniciava-se um processo que culminou na implantação de um regime republicano, que definitivamente afastou a monarquia.
Este governo, pelos decretos de 14 de março, 5, 20 e 28 de abril de 1911, impôs as novas regras da eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, reunida pela primeira vez a 19 de junho desse ano, numa sessão onde foi sancionada a revolução republicana; foi abolido o direito da monarquia; e foi decretada uma república democrática, que veio a ser dotada de uma nova Constituição, ainda em 1911.
 A implantação da República é resultante de um longo processo de mutação política, social e mental, onde merecem um lugar de destaque os defensores da ideologia republicana, que conduziram à formação do Partido Republicano Português (PRP), no final do século XIX.
O Ultimato inglês, de 11 de janeiro de 1890, e a atitude da monarquia portuguesa perante este ato precipitaram o desenvolvimento deste partido no nosso país.
De 3 de abril de 1876, quando foi eleito o Directório Republicano Democrático, até 1890, altura em que se sentia a reação contra o Ultimato e a crítica da posição da monarquia, a oposição ao regime monárquico era heterogénea e desorganizada.
Contudo a "massa eleitoral" deste partido conseguiu uma representação no Parlamento em 1879, apesar de pouco significativa, numa altura em que a oposição ao regime era partilhada nomeadamente com os socialistas, também eles pouco influentes entre a população.
Em 1890, o partido surgiu quase do vazio, para um ano depois do Ultimato publicar um manifesto, elaborado pelo Diretório, em que colaboraram: Azevedo e Silva; Bernardino Pinheiro; Francisco Homem Cristo; Jacinto Nunes; Manuel de Arriaga e Teófilo Braga. Este manifesto saiu a 11 de janeiro de 1891, umas semanas antes da tentativa falhada de implantar a República de 31 de janeiro.
Após o desaire desta tentativa, o partido enfrentou grandes dificuldades; no entanto, a 13 de outubro de 1878, fora eleito o primeiro representante republicano, o deputado José Joaquim Rodrigues de Freitas.
Os representantes republicanos, no primeiro período da sessão legislativa de 1884, eram José Elias Garcia e Manuel de Arriaga. No segundo período foi a vez de Elias Garcia e Zéfimo Consiglieri Pedroso. Estes dois últimos estiveram também nas sessões de 1885 a 1889. Para o primeiro período da sessão legislativa de 1890 foram eleitos os deputados Rodrigues de Freitas e José Maria Latino Coelho, e para o segundo período dessa sessão Bernardino Pereira Pinheiro, Elias Garcia, Latino Coelho e Manuel de Arriaga. Na sessão de 1891, ano em que faleceram Elias Garcia (22 de abril) e Latino Coelho (29 de agosto) pontificavam os quatro deputados da sessão anterior; na de 1892 foram Bernardino Pinheiro, Manuel de Arriaga e Eduardo de Abreu; na de 1893 Eduardo Abreu, Francisco Teixeira de Queirós e José Jacinto Nunes; e passado um ano, em 1894, o mesmo Eduardo de Abreu e Francisco Gomes da Silva. Desta data e até 1900 não houve mais representação republicana. Nesta fase, em que esteve afastado do Parlamento, o partido empenhou-se na sua organização interna.
Nos últimos quinze anos de vida da monarquia portuguesa o Directório do Porto e o P.R.P., apesar de algumas divergências, trabalharam em conjunto. Na cidade do Porto o periódico
República - Episódio 2 (RTP 1 HD)
A Voz Pública desempenhou um papel importante em prol da propagação dos ideais republicanos, tal como os de Duarte Leite, lente da Academia Politécnica. Em Lisboa circulavam O Mundo, desde 1900, e A Luta, desde 1906.
Após um período de grande repressão, o movimento republicano entrou de novo na corrida das legislativas em 1900, conseguindo quatro deputados: Afonso Costa, Alexandre Braga, António José de Almeida e João Meneses. Nas eleições de 5 de abril de 1908, a última legislativa na vigência da monarquia, foram eleitos, além dos quatro deputados das eleições transatas, Estêvão Vasconcelos, José Maria de Moura Barata e Manuel de Brito Camacho.
A implantação do republicanismo entre o eleitorado crescia de forma evidente.
Nas eleições de 28 de agosto de 1910 o partido teve um resultado arrasador, elegendo dez deputados por Lisboa.
E a 5 de outubro desse ano era proclamada a República Portuguesa.
República - Episódio 1 (RTP 1 HD)

Regicídio


O regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 
visto pela imprensa internacional
 (
Le petit journal, Paris)
A violência da oposição à ditadura de João Franco criara as condições propícias a uma tentativa revolucionária republicana.
A 21 de janeiro de 1908 são presos, como suspeitos de conspiração, França Borges, João Chagas, Alfredo Leal e Vítor de Sousa, e, a 28 desse mês, fracassa uma tentativa revolucionária.
Foram presos, como implicados na intentona, entre outros, Afonso Costa, Egas Moniz, Álvaro Pope e o visconde de Ribeira Brava.
O Governo resolve então intensificar a repressão.
Prepara um decreto que lhe permite expulsar do país ou deportar para o ultramar os culpados de crime contra a segurança do Estado.
Em 31 desse mês, o ministro da Justiça Teixeira de Abreu regressa de Vila Viçosa, onde se encontrava a família real, com o decreto assinado.D. Carlos, no dia seguinte, 1 de fevereiro, regressa a Lisboa acompanhado da família real.
Tendo desembarcado no Terreiro do Paço, seguiam numa carruagem aberta para o Paço das Necessidades.
A carruagem real roda lentamente junto da penúltima arcada do lado ocidental do Terreiro do Paço. Subitamente, rompendo entre o cordão de polícias e população, um homem de revólver em punho põe o pé no estribo traseiro da carruagem real e dispara à queima-roupa contra o rei, atingindo-o com dois tiros na cabeça.
A carruagem segue à desfilada pela rua do Arsenal, quando um outro indivíduo, mais adiante, dispara uma carabina que trazia oculta contra D. Luís Filipe, que segurava um revólver, matando-o.
D. Manuel é atingido num braço.
Apenas a rainha D. Amélia sai ilesa.
O pânico e o tiroteio generalizam-se.
O primeiro regicida terá sido morto pelo príncipe D. Luís Filipe. O segundo é morto pela polícia.
Os regicidas foram Alfredo Costa, de 28 anos, caixeiro de profissão e Manuel Buíça, de 32 anos, professor primário, ambos republicanos.
episódio que recorda o último dia vivido pelo Rei D. Carlos e seu filho primogénito Luís Filipe. O regicídio foi o principio do fim anunciado da monarquia em Portugal.

Antecedentes da Implantação da República em Portugal

1889-1908 Reinado de D. Carlos 
1861-1889 Reinado de D. Luís
1889-1908 Reinado de D. Carlos
1908-1910 Reinado de D. Manuel II
CRONOLOGIA:
Ano Acontecimento
1889 Portugal atravessa um período de grave crise económica e social.
 1890
 11 de Janeiro - Ultimato de Inglaterra.
 1891
 31 de Janeiro - A primeira revolta destinada a implantar a república é desencadeada no Porto, mas fracassa.
 1897
 Constituição da Carbonária Portuguesa.
 1905
 Visita a Lisboa do presidente da república francesa Émile Loubet. Os republicanos aproveitam para organizar manifestações a favor da república.
 1906
 O rei D. Carlos encarrega João Franco de formar governo.
 1907
 Para evitar as críticas ao governo por parte dos deputados, João Franco convence o rei a dissolver a Assembleia e a não convocar novas eleições, passando a governar em ditadura.
 O descontentamento aumenta porque o governo de João Franco proíbe jornais e manifestações e manda perseguir e prender os opositores, em particular os republicanos.
 Vários dirigentes do PRP que pertenciam à Maçonaria contactam dirigentes da Carbonária com o objectivo de organizarem em conjunto uma revolução destinada a derrubar a monarquia e implantar a república.
 1908
 28 de Janeiro - Tentativa de revolução republicana em Lisboa é denunciada e fracassa.
Várias personalidades republicanas são presas e condenadas ao degredo.
 1 de Fevereiro - Regicídio: o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro são assassinados por dois elementos da Carbonária, Manuel Buiça e Alfredo Costa.

Ultimato inglês

O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelas autoridades inglesas, a 11 de janeiro de 1890.
A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos atuais Zimbabwe e Malawi.
Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico.
Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período.
 A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado na ocupação efetiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico só se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio e trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante. Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil, um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir.
Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.
Assim, em 1886, Portugal dá a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projeto de ligação da costa angolana à costa moçambicana.
O governo português dá início a várias tentativas de ocupação efetiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com o Ultimato.
A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de janeiro de 1891.Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de-rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.

DOCUMENTOS

O Ultimato de 1890
 Este foi o nome que a nossa história atribuiu à nota enviada pelo governo inglês, em 11 de Janeiro de 1890, exigindo a retirada das forças militares do major Serpa Pinto, que procuravam garantir a soberania portuguesa em vastas zonas de Moçambique sobre a qual a Inglaterra pretendia ter direitos.
 A cedência de Portugal às exigências inglesas, se bem que inevitável, provocou uma onda de indignação que contribuiria para o descrédito da monarquia e a uma crescente afirmação do movimento republicano. «O Governo de Sua Majestade Britânica não pode aceitar, como satisfatórias ou suficientes, as seguranças dadas pelo Governo Português, tais como as interpreta. O Cônsul interino de Sua Majestade em Moçambique telegrafou, citando o próprio major Serpa Pinto, que a expedição estava ainda ocupando o Chire, e que Katunga e outros lugares mais no território dos Makololos iam ser fortificados e receberiam guarnições. O que o Governo de Sua Majestade deseja e em que mais insiste é no seguinte: Que se enviem ao governador de Moçambique instruções telegráficas imediatas para que todas e quaisquer forças militares portuguesas actualmente no Chire e nos países dos Makololos e Mashonas se retirem. O Governo de Sua Majestade entende que, sem isto, as seguranças dadas pelo Governo Português são ilusórias. Mr. Petre ver-se-á obrigado, à vista das suas instruções, a deixar imediatamente Lisboa, com todos os membros da sua legação, se uma resposta satisfatória à precedente intimação não for por ele recebida esta tarde; e o navio de Sua Majestade, Enchantress, está em Vigo esperando as suas ordens.
 Legação Britânica,
11 de Janeiro de 1890.»

 Fonte: MARQUES, A. H. Oliveira, "História de Portugal", Palas Editores, Lisboa 1986

Assinala-se a 11 de Janeiro um dos momentos mais conturbados da História recente de Portugal: a Inglaterra ameaça invadir o país, caso o rei não abra caminho às intenções de Cecil Rhodes, para construir o caminho de ferro a ligar a cidade do Cabo à cidade do Cairo, atravessando todo o continente africano.
 O Partido Republicano, particularmente através da imprensa, nos dias subsequentes organiza comícios e manifestações de repúdio ao acontecimento. As manifestações deviam-se ao facto de ter sido atacado o explorador português, na altura major Serpa Pinto, em terras moçambicanas, mas que os ingleses desejavam integrar no seu vasto império colonial.
Para tanto, o embaixador inglês M. Petre, entregou ao Governo português a seguinte missiva: O Governo de Sua Majestade Britânica não pode aceitar, como satisfatórias ou suficientes, as seguranças dadas pelo Governo Português, tais como as interpreta. O Cônsul interino de Sua Majestade em Moçambique telegrafou, citando o próprio major Serpa Pinto, que a expedição estava ainda ocupando o Chire, e que Katunga e outros lugares mais no território dos Makololos iam ser fortificados e receberiam guarnições. O que o Governo de Sua Majestade deseja e em que mais insiste é no seguinte: Que se enviem ao governador de Moçambique instruções telegráficas imediatas para que todas e quaisquer forças militares portuguesas actualmente no Chire e nos países dos Makololos e Mashonas se retirem. O Governo de Sua Majestade entende que, sem isto, as seguranças dadas pelo Governo Português são ilusórias. Mr. Petre ver-se-á obrigado, à vista das suas instruções, a deixar imediatamente Lisboa, com todos os membros da sua legação, se uma resposta satisfatória à precedente intimação não for por ele recebida esta tarde; e o navio de Sua Majestade, Enchantress, está em Vigo esperando as suas ordens. Legação Britânica, 11 de Janeiro de 1890.»
 O reflexo desta missiva na opinião pública foi tremendo e a consequência foi o aumento das adesões ao Partido Republicano que, em segredo, começa a conspirar para desencadear uma revolta popular que terá lugar no Porto a 31 de Janeiro de 1891.

PERSONIFICAÇÕES NACIONAIS

John Bull
John Bull é uma personificação nacional do Reino da Grã-Bretanha criada pelo Dr. John Arbuthnot em 1712, e popularizada inicialmente pelos impressores britânicos e depois por ilustradores e escritores como o americano Thomas Nast e o irlandês George Bernard Shaw, autor de John Bull's Other Island, a Irlanda.
É por vezes usado como símbolo ou representação de todo o Reino Unido, mas não é bem visto como representante da Escócia ou País de Gales onde é encarado como inglês, não britânico. Britannia, ou um leão, é aí usado como alternativa em cartoons editoriais.





Britânia é um termo antigo para Grã-Bretanha, e também uma personificação feminina da ilha

Britânia
O poder britânico, que dependia de um sistema político liberal e a supremacia da marinha, emprestou estes atributos à imagem da Britânia.
Pelo tempo de Rainha Vitória, Britânia tinha sido renovada.
Ainda representada como uma mulher jovem com cabelo louro ou castanho, ela a manteve capacete corintío e a ela com túnicas brancas, mas agora ela segurava o tridente de três pontas de Poseidon e frequentemente mantida no oceano, representando a força naval britânica.
Ela usualmente também segurava ou mantinha atrás um escudo grego hoplita, que exibia a Bandeira da União britânica: também em seus pés era frequente o Leão britânico, um animal encontrado nas armas da Inglaterra, Escócia e o Príncipe de Gales. Neozelandeses adotaram uma personificação semelhante a estes países na Zelândia, a filha de Britânia, que apareceu em selos de postagem na virada do século 20 e ainda se caracteriza na Casaco de Armas da Nova Zelândia.
1914 Poster russo representando um
Tríplice Entente – Britânia (à direita)
e Marianne (à esquerda)
na companhia da Mamãe Rússia
 Nesta representação, a associação de Britânia com o mar é dada a ela por segurar uma âncora, um atributo usualmente representado pelo tridente de Poseidon.
Talvez a melhor analogia é que a Britânia está para o Reino Unido e o Império Britânico, assim como, Marianne está para a França ou talvez, assim como, a Colúmbia está para os Estados Unidos.
Como a Colúmbia, a Britânia se tornou uma figura muito poderosa e mais comum em tempos de guerra, e representou as liberdades e a democracia britânicas

sábado, 26 de abril de 2014

A REVOLUÇÃO AMERICANA

A revolução americana
Antecedentes: Um Conflito Económico entre a Metrópole e as Colónias
Na altura, travava-se a guerra dos sete anos e os colonos sentiam-se agradecidos pela proteção que a metrópole oferecia ameaças estrangeiras.
No fim da guerra, a Inglaterra sai vencedora.
 Agora sem a concorrência francesa abria-se um grande campo de expansão para o oeste aos colonos ingleses na América.
Porém as suas expectativas não se realizaram. Já que uma proclamação real reservava aos índios na América o território a oeste dos Apalaches.
A Inglaterra que passava por dificuldades financeiras devido à guerra, decidiu pedir aos colonos americanos um contributo para se recuperarem, alegando que a guerra se tinha travado para salvaguardar os respetivos territórios.
Este contributo traduziu-se num conjunto de taxas aduaneiras, votadas pelo Parlamento.
 Iriam onerar as importações coloniais de melaço, papel, vidro, chumbo e chá.
E determinou-se um imposto de selo sobre os documentos legais e as publicações periódicas.
Gerindo o império como um todo, governado pela metrópole, as autoridades britânicas seguiam a teoria mercantilista do exclusivo comercial.
Determinaram que as mercadorias da América do Norte só poderiam ser exportadas para a Inglaterra ou outras colónias inglesas, enquanto que as mercadorias europeias só seriam importadas através de Londres. Todas estas medidas foram consideradas um ultraje pelos colonos americanos.
A Reação das Colónias: da Contestação aos Impostos à Declaração da Independência
Os colonos americanos não se encontravam representados no Parlamento.
Tais circunstâncias faziam os impostos votados aparentar ilegais e ameaçadores, isto foi a conclusão a que chegou a Stamp Act Congress, que contou com a presença de delegados das nove colonias.
Aí se proclamou que aos cidadãos ingleses, residente ou não na Inglaterra, não lhes poderia ser imposto qualquer contribuição que não tivesse sido aprovada pelos seus representantes.
Posteriormente, nalguns portos na América os comerciantes, boicotavam as mercadorias inglesas, favorecendo a entrada, por contrabando, de mercadorias estrangeiras.
E “Os Filhos da Liberdade” obrigavam os vendedores de papel de selo à demissão.
O governo de Londres revoga, então, as taxas, a exceçao da de chá.
Ao qual o monopólio de venda foi concedido a Companhia das Índias, privando os americanos dos lucros de transporte e revenda do produto.
Este vasto movimento de protestos culminou com o Boston Tea Party, um dos episódios carismáticos desta revolução.
Este aconteceu em 1773, em Boston, quando um grupo de jovens disfarçados de índios lança ao mar a carga de chá transportada pelos navios da Companhia.
Depois disso, o rei ordenou o encerramento do porto de Boston, a ocupação da cidade por regimentos ingleses e exigiu o pagamento de uma indemnização.
A repressão que se abateu sobre Boston faz surgir um sentimento de solidariedade nos americanos que mais tarde se tornaria uma consciência nacional.
 Convicta que é necessário unir as colonias e separa-las da metrópole repressora, a América encontra-se pronta para a luta. E ao contrário do que acontecera no primeiro Congresso de Filadelfia, onde foram poucas as vozes a clamar pela separação da Inglaterra e preferindo a defesa dos direitos pela via negocial. Agora, todo um dispositivo revolucionário se organizou.
Construíram-se comités de correspondência, reuniram-se armas, trainaram-se milícias…
O objetivo era alcançar a independência para se construir uma sociedade mais livre e democrática.
A frente do movimento revolucionário encontravam-se as colonias de Massachusetts e virgínia, colonias ricas e bastante povoadas.
A revolução teve início em abril de 1773, na aldeia de Lexington, quando uma coluna inglesa, enviada para apreender armas ilegais, foi atacada pela população.
Os americanos foram declarados rebeldes e foram enviadas tropas para esmagar a revolta americana.
Na América foram publicados jornais e panfletos que legitimavam a insubordinação.
 Entre eles o de Thomas Paine, “Senso Comum”, ficou famoso e virou a opinião americana contra o monarca inglês.
Nesse mesmo ano Thomas Jefferson redigiu a Declaração da Independência, que todas as colonias aprovaram no Segundo Congresso de Filadelfia.
A Criação da República Federal dos Estados Unidos da América
Os americanos não se encontravam a altura de travar a guerra da independência, sendo o exército britânico bem armado e disciplinado.
 Assim, George Washington foi escolhido para comandante do futuro exército, simultaneamente, iniciou-se uma forte ação diplomática na Europa, como forma de angariar fundos.
Os franceses, apesar de não se esqueceram da sua derrota com Inglaterra uns anos atras, não se quiseram comprometer de imediato.
Só após a batalha Saratoga, quando derrotaram um pequeno exército britânico, é que a França se inclinou para uma aliança oficial.
Celebrada no ano seguinte, foram enviados homens, barcos, armas e dinheiro.
Juntou-se, também, o apoio de Espanha, que contribuiu com dinheiro e um esquadra para a causa americana.
Anos mais tarde, o principal exército inglês foi derrotado em Yorktown.
Atacado por franceses e espanhóis no Mediterrâneo e com derrotas navais na costa da Índia, infligidas pela França, a Inglaterra decidiu-se pelas negociações de paz.
Pelo Tratado de Versalhes reconheceu-se a independência das 13 colónias, entregando-lhes os territórios entre os Grandes Lagos, Oaio, Mississípi e os Montes Apalaches.
A frança recuperou alguns territórios e à Espanha foi restituída a Florida.
O modelo político a adotar pelo jovem Estado não se mostrou claro logo de seguida.
Os pequenos Estados, como Geórgia, uma federação bastante descentralizada em que cada Estado seria praticamente autónomo. Thomas Jefferson foi o seu defensor.
Enquanto que os Estados de maior dimensão, como Nova Iorque, desejavam um governo central forte. E como seu defensor tinham George Washington.
Depois de longas discussões, os representantes de 12 das 13 colónias chegaram a um acordo. A constituição (diploma que define as regras da vida política) assinada instituiu a Republica dos Estados Unidos da América sob a forma de um república federal, na qual um Estado central poderoso se ocuparia da defesa e relações internacionais e os outros Estados federados, da justiça e administração, autoridade policial e do sistema de ensino.
 A constituição adotou o princípio da divisão dos poderes e do seu equilíbrio através de uma fiscalização mútua.
O poder legislativo foi confiado a um Congresso, formado por duas câmaras, que votava as leis e o orçamento.
Eleito por quatro anos, por sufrágio universal indireto, o Presidente detinha o poder executivo, comandava os exércitos e escolhia o governo. George Washington tive a honra de ser o primeiro presidente dos EUA. Um Tribunal Supremo, que reunia nove membros nomeados pelo presidente, regulava os conflitos entre Estados. As emendas reforçavam a salvaguarda dos direitos do Homem.
Processado sob a Égide das Luzes, o nascimento da nação americana criou o primeiro país descolonizado e a primeira república democrática que fundamentava no voto dos seus cidadãos a escolha dos órgãos máximos da soberania (Congresso e Presidente da República).

terça-feira, 22 de abril de 2014

I GUERRA MUNDIAL:

A Primeira Guerra Mundial - História -




1914 - Primeira Guerra Mundial (Dublado) Parte 1 e II


Primeira Guerra Mundial - BBC - 3 º Capítulo - Guerra Global - Legendado - Documentário



Excelente série de documentários da TV Inglesa BBC sobre o Primeiro Grande Conflito Mundial que ocorreu entre os anos de 1914-1918. Diferentemente dos documentários produzidos até hoje que sempre retrataram a Primeira Guerra Mundial sob a óptica norte-americana, este, retrata diferentes visões do conflito, mostrando a guerra na Rússia, Arábia, África entre outros países. A Primeira Guerra Mundial, não se ateve somente aos seus 4 anos cronológicos, mas sim, teve conseqüências muito mais graves do que as milhares de mortes que causou. A pior dessas conseqüências foi à preparação para o maior conflito armado que a humanidade já viveu.

CHARLOT NAS TRINCHEIRAS

DOSSIÊ DO FILME: SHOULDER ARMS
(O objectivo é fornecer informações sobre o filme e um exemplo de ficha de leitura.
Podes fotocopiar, a ficha de Leitura de um filme do blogue do professor de História )



SINOPSE
Shoulder Arms (Charlot nas trincheiras pt: / Ombro, armas ou Carlitos nas trincheiras /br:) é um filme mudo de curta metragem Americana de 1918, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Charles Chaplin.
 É o segundo filme de Chaplin para a First National Pictures.
O filme passa-se nas trincheiras da 1ª Guerra Mundial, em França. Chaplin faz de um recruta que se torna herói (por sorte captura mais de 30 alemães).
É um soldado trapalhão que passa muitas dificuldades, a começar pela roupa bastante carregada com: armamento, ralador de comida, saca-rolhas, máquina de barbear, utensílios domésticos e outras coisas.
Depois de alguns dias, é o único soldado que não recebe cartas de parentes. É atacado pela solidão e procura consolo nas cartas dos colegas!
É convocado para uma perigosa missão que se localiza nas linhas inimigas.Com a ajuda de uma bela garota francesa, consegue prender o Kaiser. De regresso à América, é homenageado com uma grande parada em Nova York.
 Isso seria bom, se tudo não passasse de um sonho!



FICHA TÉCNICA


ELENCO

Título Original: Shoulder Arms
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 44 minutos
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Fotografia: Roland Totheroh
Desenho de Produção: Charles D. Hall
Ano de Lançamento: 1918
Gênero: Comédia
Diretor: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
País de Origem: USA
Link IMDb:
http://www.imdb.com/title/tt0009611/

  • Charles Chaplin .... recruta
  • Edna Purviance .... moça francesa
  • Syd Chaplin .... sargento/ kaiser
  • Jack Wilson .... príncipe da Alemanha
  • Henry Bergman .... sargento alemão
  • Albert Austin .... soldado norte-americano / soldado alemão / motorista do kaiser
  • Tom Wilson .... sargento treinador de campo
  • John Rand .... soldado norte-americano
  • J. Parks Jones .... soldado norte-americano
  • Loyal Underwood .... oficial


CURIOSIDADES


  • Shoulder Arms foi considerado o filme mais popular de Chaplin, criticalmente e comercialmente. Foi um filme revolucionário na época, apresentando um novo estilo de comédia. Mas mesmo assim, ele trata a guerra, o que é um assunto sério.
  • Antes do filme ser considerado o filme mais popular de Chaplin, o público ficou com receio em relação à pessoa mais famosa de Hollywood querer mostrar um filme que se tratava da Primeira Guerra Mundial. Foi lançado rapidamente, bem antes do Armistício, o que não ajudou a levantar a moral americana. Mas depois, acabou por se tornar um grande sucesso da história do cinema sobre o tema.
  • Muitas cenas do filme foram cortadas por Chaplin. Uma delas é de um recruta que está em casa com seus filhos. Essa cena, cortada, deveria estar no início do filme.
  • O irmão de Chaplin, Sydney Chaplin, participa do filme como Kaiser.

FICHA DE LEITURA DO FILME: SHOULDER ARMS

FICHA TÉCNICA:

Título original: : Shoulder Arms
Realizador: Charles Chaplin
Data de realização: 1918
Duração: 44 minutos
Principais actores: Charles Chaplin, Edna Purviance  e Syd Chaplin
Género: Comédia


EXPLORAÇÃO DO FILME:

1.a Actividade

• Visionar a totalidade do filme

2.a Actividade
• Preencher a Ficha de Leitura do filme


3.a Actividade
• Promover um debate suscitado pelo conteúdo do filme. (Ex: as condições de vida dos soldados nas trincheiras, A defesa da paz e da guerra - uma realidade do passado ou do presente? Será ou não legítimo a utilização de armas químicas no passado e no presente?).