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domingo, 2 de março de 2014

JORNAIS DA ÉPOCA: DECLARAÇÃO DE GUERRA A PORTUGAL

Trabalho feminino e infantil no século XIX

“Tinha 7 anos quando comecei a trabalhar na fábrica: o trabalho era a fiação da lã; as horas de trabalho decorriam entre as 5 da manhã e as 8 da noite, com um intervalo de 30 minutos ao meio-dia para repousar e comer (...). Nesta fábrica havia cerca de 50 crianças mais ou menos da minha idade (...). Havia sempre uma meia dúzia de crianças doentes devido ao excesso de trabalho (...) Era à força do chicote que as crianças se mantinham no trabalho. Esta era a principal ocupação de um contramestre – fustigar as crianças as crianças para as fazer trabalhar excessivamente. Nas minas da divisão Oeste de Yorkshire parece que se empregam quase só mulheres para manobrar as portas de ventilação (...). Estas raparigas têm todas idades desde os 7 aos 21 anos.”

Conde de Shaftesbury, Discurso in Mémoires de l’Europe

 “Betty Harris, 37 anos (...) não sei ler nem escrever. Trabalho para Andrew Knowles, da Litle Bolton (Lancashire). Puxo vagonetas de carvão e trabalho das 6 horas da manhã às 6 horas da tarde. Puxei vagonetas quando estava grávida. Conheço uma mulher que entrou em casa depois do trabalho, lavou-se, deitou-se, pariu e voltou ao trabalho menos de uma semana depois. Uso uma correia em torno da cintura, uma cadeia que me passa entre as pernas e avanço com as mãos e com os pés. O caminho é muito íngreme e somos amarrados a uma corda. (...) No sítio em que trabalho, a fossa é muito húmida e a água cobre-me sempre os sapatos; um dia estive com água até às coxas (...)”.

Relatório parlamentar inglês de 1842

 '-Sou encarregada de abrir e fechar as portas de ventilação na mina de Gauber, tenho de fazer isso sem luz e estou assustada. Entro às quatro, e às vezes às três e meia da manhã, e saio às cinco e meia. Nunca durmo. Às vezes canto quando tenho luz, mas não no escuro: não ouso cantar'. Esta é a descrição feita por uma menina de oito anos, Sarah Gooder, de um dia nas minas, em meados do século XIX. As revelações de Sarah e de outras crianças levaram finalmente a uma legislação proibindo o emprego de crianças nas minas - quer dizer, crianças abaixo de dez anos de idade!

(POSTMAN, 1999, p.67).

 "A criança de sete a dez anos, já conduz os bois, guarda o gado, apanha a lenha, acarreta, sacha, colabora na cultura. Tem a altura de uma enxada e a utilidade de um homem. Sai de madrugada, recolhe às trindades, com o seu dia rudemente trabalhado. Mandá-lo à escola, de manhã e de tarde, umas poucas de horas, é diminuir a força produtora do casal. Um aluno de mais na escola é assim um braço de menos na lavoura. Ora uma família de lavradores não pode luxuosamente diminuir as suas forças vivas. Não é por o filho saber soletrar a cartilha que a terra lhe dará mais pão. Portanto tiram a criança à escola para a empregar na terra.”

Uma Campanha Alegre
(Volume II, Capítulo XXII: Melancólicas reflexões sobre a instrução pública em Portugal) por Eça de Queirós

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Evocação Grande Guerra 14-18


I GUERRA MUNDIAL: GUERRA DAS TRINCHEIRAS

A guerra das trincheiras foi um longo período, da 1ª Guerra Mundial, caracterizado por grande desgaste: elevada mortalidade, grande destruição e elevados gastos financeiros. Os oficiais franceses eram grandes adeptos desta táctica – guerra das trincheiras – e, no 1ª Guerra Mundial, enviaram soldados para o campo de batalha sem equipamento adaptado às trincheiras. Diziam que as precauções defensivas eram desnecessárias se se fizessem ataques maciços suficientemente rápidos. Porém, estas tácticas foram postas em causa depois dos exércitos terem sofrido pesadas baixas em ataques contra trincheiras defendidas por metralhadoras. As trincheiras eram protegidas pelo arame farpado e por postos de metralhadora.
Cavavam-se também trincheiras pela "terra de ninguém" dentro para ouvir o que se passava na posição inimiga ou para capturar soldados e depois interrogá-los.
As trincheiras tinham habitualmente 2,30 metros de profundidade e 2 metros de largura.
Nos parapeitos das trincheiras eram colocados sacos de areia (os "parados") para absorverem as balas e os estilhaços das bombas.
Numa trincheira com esta profundidade não se conseguia espreitar, por isso, havia uma espécie de elevação no interior.
As trincheiras não eram construídas em linha recta. Muitas eram perpendiculares de forma a que se o inimigo conseguisse tomar uma parte da trincheira, estava sujeito ao fogo das de apoio e das perpendiculares. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A POLÍTICA


A Grande Guerra de 1914 foi uma consequência da remobilização contemporânea dos anciens regimes da Europa. Embora perdendo terreno para as forças do capitalismo industrial, as forças da antiga ordem ainda estavam suficientemente dispostas e poderosas para resistir e retardar o curso da história, se necessário recorrendo à violência. A Grande Guerra foi antes a expressão da decadência e queda da antiga ordem, lutando para prolongar sua vida, que do explosivo crescimento do capitalismo industrial, resolvido a impor a sua primazia. Por toda a Europa, a partir de 1917, as pressões de uma guerra prolongada afinal abalaram e romperam os alicerces da velha ordem entricheirada, que havia sido sua incubadora. Mesmo assim, à exceção da Rússia, onde se desmoronou o antigo regime mais obstinado e tradicional, após 1918 - 1919 as forças da permanência se recobraram o suficiente para agravar a crise geral da Europa, promover o fascismo e contribuir para retomada da guerra total em 1939.

 (MAYER, A. "A força da tradição: a persistência do Antigo Regime". São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 13 - 14.)

OS DOIS LADOS DA GUERRA

"Em 1916, em meio à guerra, Marcel Duchamp (1887-1968) produzia a obra Roda de bicicleta. Nem a roda servia para andar, nem o banco servia para sentar. Algo aparentemente irracional, ilógico, diriam muitos (...). Mais do que uma outra forma de produzir arte, Duchamp estava propondo uma outra forma de ver a arte, de olhar para o mundo. (...) Depois de sua Roda de bicicleta, o mundo das artes não seria mais o mesmo. Depois da Primeira Guerra Mundial, o mundo não seria mais o mesmo."

 Flávio de Campos e Renan G. Miranda, "Primeira Guerra Mundial (1914-1918)".
Os camponeses partem para o front com incrível entusiasmo; e as classes superiores da sociedade, quer sejam liberais ou conservadoras, os aclamam, desejando-lhes boa sorte […] Habitualmente, os camponeses sentiam que não tinham nada a fazer a não ser beber; mas agora não é mais assim. É como se a guerra lhes desse uma razão para viver […] No ardor dos soldados russos se percebe o entusiasmo que agita o coração dos antigos mártires se lançando para a morte gloriosa.

 LE BON, Gustave. 1916 apud JANOTTI, Maria de Lourdes. A Primeira Guerra Mundial. O confronto de imperialismos. São Paulo: Atual, 1992. p.17.


Após um ano de massacre, o caráter imperialista da guerra cada vez mais se afirmou; essa é a prova de que suas causas encontram-se na política imperialista e colonial de todos os governos responsáveis pelo desencadeamento desta carnificina. […] Hoje, mais do que nunca, devemos nos opor a essas pretensões anexionistas e lutar pelo fim desta guerra […] que provocou misérias tão intensas entre os trabalhadores de todos os países.

 CONFERÊNCIA DE ZIMMERWALD - 5 a 8 de setembro de 1915. Apud JANOTTI, Maria de Lourdes. A Primeira Guerra Mundial. O confronto de imperialismos. São Paulo: Atual, 1992. [Adaptado].


A Primeira Guerra Mundial não resolveu nada. As esperanças que gerou - de um mundo pacífico e democrático de Estados-nação sob a liga das nações; de um retorno à economia mundial de 1913; mesmo (entre os que saudaram a revolução russa) de capitalismo mundial derrubado dentro de anos ou meses por um levante dos oprimidos - logo foram frustradas. O passado estava fora de alcance, o futuro fora adiado, o presente era amargo, a não ser por uns poucos anos passageiros em meados da década de 1920.

 ERIC J. HOBSBAWM. "A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991)". São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

MOVIMENTO LUDISTA

"(...) agiam em grupos de cinquenta e desciam rápidos a uma aldeia após outra para destruir as máquinas de malhas, desaparecendo tão silenciosamente como tinham vindo (...)"

 (Henderson, W.O. - A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Módulo 6 - Unidade 4 - Portugal, uma sociedade capitalista dependente

CRISE POLÍTICO-SOCIAL E EMERGÊNCIA DAS IDEIAS REPUBLICANAS 
1- A CRISE DO ROTATIVISMO: 
1.1- Através do rotativismo, os partidos monárquicos (Regenerador e Progressista) manipulavam ,em seu favor, as eleições e a vida política em geral. 
1.2- A imagem da classe política via-se desgastada pela falta de um programa coerente de governo, pela incompetência de muitos dos seus elementos, pelas rivalidades e interesses mesquinhos. 
1.3- Os governos e o próprio rei, que os nomeava, eram alvo de acesas críticas. 
2- A CRISE SOCIAL: 
2.1- Cerca de 1880, devido à debilidade económica, grandes contingentes de emigrantes rumaram sobretudo para o Brasil (10.000 em 1870 para 18.000 em 1880). 
2.2- Nas cidades, proliferava um operariado miserável, pobremente alojado e alimentado e analfabeto.
 2.3 – As classes médias, ávidas de promoção social e participação política, viam também o seu estatuto remuneratório Inflacionado. 
2.4- Em suma, com excepção da alta burguesia, conotada com o poder político, o descontentamento era geral e havia um clima propício aos projectos de mudança como o republicanismo e o socialismo. 
3- A PROPAGANDA REPUBLICANA: 
3.1- O Partido Republicano, fundado em 1876, capitalizava em seu favor a crise económica e o descrédito em que se encontravam os partidos do rotativismo monárquico e lançava violentas críticas ao rei. 
3.2- A expressão eleitoral do PRP á crescendo e, com ela, o clima de exaltação patriótica que atraía numeroso público aos comícios. 
4- A QUESTÃO COLONIAL E O ULTIMATO INGLÊS: 
4.1- As pretensões africanas de Portugal, expressas no Mapa Cor-de-Rosa, chocavam frontalmente com a intenção inglesa de formar uma faixa contínua de território no sentido Norte-Sul (“Do Cabo ao Cairo”). 
4.2- Em 11 de Janeiro de 1890, recebeu o Ultimato britânico em que se impunha, sob pena de corte diplomático, a imediata retirada das forças portuguesas da zona em disputa. 
4.3- O Governo monárquico cedeu às exigências britânicas o que provocou a mobilização da opinião pública e a eclosão, em 31 de Janeiro de 1891, da primeira tentativa de derrube da monarquia. 
5- DO REFORÇO DO PODER REAL À IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA: 
5.1- Face ao clima de agitação política e social (greves e tumultos de rua) o rei D. Carlos nomeia, em 1906, João Franco como chefe do governo (franquismo) 
5.2- João Franco convence o rei a dissolver o Parlamento (Cortes) e começa a governar “em ditadura” a partir de Abril de 1907. 
5.3- No dia 1 de Fevereiro de 1908 dá-se o assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe (regicídio), levando à colocação no trono do príncipe D. Manuel (D. Manuel II). 
5.4- No dia 5 de Outubro de 1910 é derrubada a monarquia e implantada a Primeira República Portuguesa (1910-1926).

sábado, 22 de junho de 2013

Jean – François Millet (1814-1875) | Palheiros: Outuno.

Assinado: J. F. Millet | c. 1868 | Pastel | A. 0,69 x L 0,93 m.
Proveniencia: Colecção Albert Cahen d´anvers.
Adquirido por intermédio de Graat et Madoulé na Venda Cahen d´Anvers,
Galeria Georges Petit, Paris, a 14 de  Maio de 1920.

Claude Monet | O tanque dos Nenúfares (1900) |Monet e “As Papoilas de Argenteuil” | Monet e "a Gare Saint-Lazare"

Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 89,5 x 100 cm
Proveniência: legado pelo conde Isaac de Camondo em 1911
Monet “As Papoilas de Argenteuil”- 1885 - Técnica Óleo sobre tela
Dimensões 50x65 cm Museu d'Orsay, Paris 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

TRABALHO ESCRITO: MÓDULO 6 – A CIVILIZAÇÃO INDUSTRIAL – ECONOMIA E SOCIEDADE- NACIONALISMOS E CHOQUES IMPERIALISTAS, UNIDADE 3: EVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA-NACIONALISMO E IMPERIALISMO,


Capa
Na capa deve constar:
- o nome da escola- Escola Básica e Secundária de Alfândega da Fé
- o título do trabalho,;      " MÓDULO 6- UNIDADE 3-EVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, NACIONALISMO e IMPERIALISMO "  -    "I GUERRA MUNDIAL"
- o nome do autor ou autores-..............
- local e data- Alfândega da Fé- 31 de Maio
Página de Rosto
Nesta página deve indicar-se:
- o nome da escola;Escola Básica e Secundária de Alfândega da Fé
- a disciplina a que se destina o trabalho e o nome do professor; HISTÓRIA- Professor João Nunes
- o título do trabalho-"MÓDULO 6- UNIDADE 3- Evolução democrática, nacionalismo e imperialismo" -  " I GUERRA MUNDIAL"
- o nome do(s) autor(es) e os respectivos números e turma;............
- local e ano lectivo.Alfândega da Fé- 2012-2013
- Corresponde-lhe a página n.º 1.
Índice
Este refere as partes que formam o trabalho, as quais devem estar numeradas.
Deve indicar-se a página correspondente a cada uma de acordo com a paginação geral do trabalho, que é iniciada na página de rosto e que corresponde à página 1.

No índice deve ser apresentado o nome dos diferentes capítulos que constituem o trabalho. A cada um deles corresponderá uma numeração.
A numeração será romana (I, II, III, …) para designar um capítulo. O título do capítulo deve apresentar-se totalmente em maiúsculas.
A numeração será árabe (1, 2, 3, …) para designar os subcapítulos. O título do subcapítulo deve apresentar-se em minúsculas.
Cada um dos capítulos e dos subcapítulos deve conter, à frente, as páginas do trabalho onde os podemos encontrar.
Os títulos devem aparecer, ao longo do trabalho, com a mesma numeração e o mesmo tipo de letra com que foram apresentados no índice.

Introdução
Explica-se, em traços gerais, qual o objectivo fundamental do trabalho.
Apresenta os objectivos do trabalho.
Desenvolvimento
 " MÓDULO 6 -UNIDADE 3- Evolução democrática, nacionalismo e imperialismo" - "I GUERRA MUNDIAL"
Constitui a parte central do trabalho;
convém ser redigido e ilustrado com cuidado, tendo como base os conhecimentos e as informações recolhidas durante a pesquisa que se elaborou;
poder-se-á recorrer a citações, ou seja, transcrever frases de autores. Estas devem estar destacadas entre aspas e identificadas com o respectivo autor e obra da qual foi retirada;
o tema deverá ser abordado de forma ordenada, em pequenos capítulos e apresentados separadamente.
I- INTRODUÇÃO
II-CRONOLOGIA
III-ESPAÇO (MAPA HISTÓRICO)
IV- CONTRASTES POLÍTICOS -REGIMES AUTORITÁRIOS x DEMOCRACIA
V- RIVALIDADES ECONÓMICAS -IMPERIALISMO-COLONIALISMO
VI- NACIONALISMOS
VII- ALIANÇAS MILITARES
VIII-PAZ ARMADA
IX- ATENTADO DE SARAJEVO-I GUERRA MUNDIAL
X- FRENTES DA GUERRA (3) 
XI-BATALHAS DA I GUERRA MUNDIAL
XII- FASES DA GUERRA (3)
XIII-TRINCHEIRAS
XIV-PORTUGAL NA GRANDE GUERRA
XV- ENTRADA DOS EUA 
XVI- SAÍDA DA RÚSSIA
XVII- AS NOVAS ARMAS
XVIII- ARMISTÍCIO
XIX- TRATADO DE VERSALHES
XX-SDN-Sociedade das Nações
XXI- NOVO MAPA POLÍTICO

(1 página para o título +1 página para texto informativo + 1página para documentos de vária índole)
Conclusão
Esta serve para fazer um resumo breve do assunto desenvolvido, na qual deve constar a opinião do autor.



Bibliografia
No final do trabalho tens de apresentar todas as fontes que consultaste.

A bibliografia deve apresentar todos os documentos consultados para a realização do trabalho.
A referência bibliográfica de livros deve obedecer às seguintes normas:
1. Nome do autor (apelido em maiúsculas, vírgula, o nome próprio, vírgula);
1.1. Quando o livro tiver mais do que um autor, os seguintes devem ser referidos com o nome próprio, seguido de vírgula, e o apelido em maiúsculas.
Exemplo:
MAGALHÃES, Ana Maria e Isabel ALÇADA, Uma Aventura Musical, Lisboa,
Caminho, 1995, 2ª ed.
1.2. No caso de ser uma publicação sem autor definido, o título surgirá no início em maiúsculas.
Exemplo:
SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO, Lisboa, INCM, 1983, 1ª ed.
1.3. No caso de surgir uma colectânea com mais de cinco autores, utiliza-se a sigla AAVV, que significa Autores Vários, para substituir o nome dos autores.
2. Título e subtítulo do livro (sublinhado ou em itálico, seguido de vírgula);
3. Local de publicação (se o livro não tiver esta referência, deve escrever-se s. l. -sem local-, seguido de vírgula;
4. Editora (seguido de vírgula);
5. Data da edição (se o livro não tiver esta referência, deve escrever-se s. d. -sem data-, seguido de vírgula);
6. Número da edição.
A referência bibliográfica de jornais ou revistas deve obedecer às seguintes normas:
1. Nome do autor (apelido em maiúsculas, vírgula, o nome próprio, vírgula). Quando o artigo do jornal ou da revista tiver mais do que um autor, os seguintes devem ser referidos com o nome próprio, seguido de vírgula, e o apelido em maiúsculas.
2. Título do artigo do jornal ou da revista (entre aspas, seguido de vírgula);
3. Título do jornal ou da revista (sublinhado ou em itálico, seguido de vírgula);
4. Número da edição (seguido de vírgula);
5. Data da publicação (seguido de vírgula);
6. Local da publicação (seguido de vírgula);
7. Página(s).
Exemplo:
CARVALHO, João Vaz de, «Valetes e Damas jogam pelo seguro», Os TOP+ da
Saúde, nº 1280, Novembro de 1995, Lisboa, p. 5
A referência dos sítios eletrónicos deve conter sempre a data em que a pesquisa foi efetuada.
Exemplo:
http://www.centenariorepublica.pt (06.10.2009)
LIVROS: Autor, por apelido. Data. Título. Lugar de Edição: Editora. 
SITES: Listagem de sites, data da consulta, entre ( ).
GUIÃO
APRESENTAÇÃO DO TRABALHO ESCRITO MANDAR POR MAIL (professorjoaonunes@gmail.com).ou Moodle da Escola
Consultar o blogue do professor: http://historia11alfandega.blogspot.com/ e do 9º ano
Manual do aluno
Data de Entrega do Trabalho Escrito:08 dias antes do encerramento do ano (31 de Maio).
Atenção à correção linguística.
Modo de apresentação de trabalho em folhas A4
Tipo de Letra: Arial 12, NORMAL.
Podem colocar-se negritos quando se pretender destacar algum assunto.
Espaçamento entre linhas: 1,5.
Texto Justificado
SITE: TRABALHO ESCRITO

sábado, 8 de junho de 2013

TESTEMUNHOS DAS TRINCHEIRAS

Capitão Edwin Gerard Venning, França
 “Ainda estou atolado nesta trincheira. Não me lavei, nem mesmo cheguei a tirar a roupa, e a média de sono, a cada 24 horas, tem sido de duas horas e meia. Não creio que já tenhamos começado a rastejar como animais, mas não acredito que me tivesse dado conta se já houvesse começado: é uma questão de somenos.”
 Rudolf Blinding, que serviu numa das divisões da Jungdeutschland
 “O campo de batalha é terrível. Há um cheiro azedo, pesado e penetrante de cadáveres. Homens que foram mortos no último outubro estão meio afundados no pântano (...) As pernas de um soldado inglês irrompem de uma trincheira, o corpo está empilhado com outros; um soldado apoia seu rifle sobre eles. Um pequeno veio de água corre através da trincheira, e todo mundo usa a água para beber e se lavar; é a única água disponível. Nínguém se importa com o inglês pálido que apodrece alguns passos adiante. No cemitério de Langemark os restos de uma matança foram empilhados e os mortos ficaram acima do nível do chão. As bombas alemãs, caindo sobre o cemitério, provocaram uma horrível ressurreição. Num determinado momento eu vi 22 cavalos mortos, ainda com os arreios. Gado e porcos jaziam em cima, meio apodrecidos. Avenidas rasgadas no solo, inúmeras crateras nas estradas e nos campos.”
(In: ROBERTS, J. M. História do século XX. São Paulo: Abril, 1974. pp. 796, 953, 960, 961.).

ARMISTÍCIO

“Estamos no outono. Dos veteranos, já não há muitos. Sou o último dos sete colegas de turma que vieram para cá. Todos falam de paz e armistício. Todos esperam. Se for outra decepção, eles vão-se desmoronar. As esperanças são muito fortes; é impossível destruí-las sem uma reação brutal. — Se não houver paz, então haverá revolução. Tenho catorze dias de licença, porque engoli um pouco de gás. Num pequeno jardim, fico sentado o dia inteiro ao sol. O armistício virá em breve, até eu já acredito agora. Então iremos para casa. (...) Levanto-me. Estou muito tranqüilo. Que venham os meses e os anos, não conseguirão tirar nada de mim, não podem tirar-me mais nada. Estou tão só e sem esperança que posso enfrentá-los sem medo. A vida, que me arrastou por todos estes anos, eu ainda a tenho nas mãos e nos olhos. Se a venci, não sei. Mas enquanto existir dentro de mim — queira ou não esta força que em mim reside e que se chama “Eu” — ela procurará seu próprio caminho. Tombou morto em outubro de 1918, num dia tão tranqüilo em toda a linha de frente, que o comunicado se limitou a uma frase: “Nada de novo no front”. Caiu de bruços, e ficou estendido, como se estivesse dormindo. Quando alguém o virou, viu-se que ele não devia ter sofrido muito. Tinha no rosto uma expressão tão serena, que quase parecia estar satisfeito de ter terminado assim.”
(REMARQUE, Ercih Maria. Nada de Novo na Frente. Trad. Helen Rumjanek. São Paulo: Abril S.A. Cultural e Industrial, 1974. (Coleção Clássicos Modernos). pp. 234-35.)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

AS CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA


Compare os dois mapas e veja os novos países que surgiram. 
Note como  Império Austro-Húngaro se dissolveu.
Essa tinha sido a pior das guerras que o mundo conhecera. Foram 9 milhões de mor­tos. Prestou atenção, amigo leitor? Nove mi­lhões de mortos! Além deles, mais de 6 mi­lhões de soldados retornaram mutilados, sem os olhos, sem uma mão ou uma perna, muitos dos quais jamais conseguiriam arru­mar emprego numa fábrica.
O grande vencedor foram os EUA. Seus soldados lutaram na Europa para salvar os lucros dos grandes empresários. Agora o país era, disparado, o mais rico do mundo. Metade de todas as indústrias da Terra esta­va nos EUA. Os europeus deviam fortunas aos americanos.
A Europa tinha mudado demais. Para co­meçar, surgiram novos países. O Império Austro-Húngaro se fragmentou. Você se lem­bra de que nesse império havia muitos po­vos dominados? Pois esses povos ficaram in­dependentes e criaram seus próprios Esta­dos nacionais: a Hungria, a Tchecoslováquia, a Polônia. A Sérvia conseguiu dominar áreas antes austríacas habitadas por povos eslavos, como a Bósnia-Herzegovina. Daí foi criado um país novo chamado Iugoslávia (que quer dizer “eslavos do sul”).
Na Primeira Guerra, ocorreu a estréia de armas mortíferas:
  0 tan­que e o avião. Os aviões eram biplanos (com duas asas) 
e atingiam uma velocidade de até 200 km/h. 0 tanque foi uma 
invenção in­glesa, excelente para enfrentar as trincheiras. 
(Acima, foto do tanque Mark IV. 
Os soldados se divertem: nenhum usa capacete.)
Diante das perdas, muitos austríacos de várias correntes políticas pensaram em fun­dir seu país ã Alemanha. Consideravam-se alemães também. Mas os vencedores proibi­ram essa união.
O Império Turco completou dois séculos de decadência e se desmembrou. A Mesopo- tâmia (Iraque) e a Palestina ficaram controla­das pelos ingleses. Os franceses assumiram o controle da Síria. Como você pode ver, a co­biça imperialista européia continuava bem viva. A Primeira Guerra Mundial tinha apenas rearranjado o mapa do domínio imperialista.

Em 1917, ainda no meio da guerra, estou­rou uma revolução na Rússia. Nós estudare­mos esse assunto logo mais. Por enquanto, é importante você saber apenas que o tzar (imperador) foi derrubado. A Rússia saiu da Primeira Guerra antes de ela acabar. Com a revolução e a saída da guerra, vários países novos se separaram do antigo Império Rus­so: a Finlândia e as Repúblicas Bálticas (Li­tuânia, Letônia e Estônia).
A Polônia também ficou independente. Havia muito tempo que o povo polonês lu­tava heroicamente por sua liberdade. O novo país surgiu de territórios antes dominados pela Rússia, pela Alemanha e pela Áustria.

Compare este mapa com um mapa atuat. 
Quais são as diferenças que você percebe?
Com o Tratado de Versalhes, os vence­dores impuseram duras penalidades à Ale­manha. Leia e faça seu julgamento. A Alema­nha perdeu todas as suas colônias. Ficou proibida de ter forças armadas poderosas. Ficou sem a maior parte da marinha e da aviação. O pior de tudo é que foi considera­da culpada pela guerra. Com isso, se viu na obrigação de pagar uma enorme indeniza­ção aos vencedores. Perdeu tanto dinheiro que mergulhou na maior crise econômica de sua história.
O presidente Wilson, dos EUA, era con­tra a cobrança dessa indenização da Alema­nha. Propôs um plano de paz, os chamados 14 Pontos de Wilson. O governo america­no avaliava que pisotear a Alemanha só ser­viria para desequilibrar a Europa. Os vence­dores, porém, não lhe deram ouvidos. Exigi­ram o pagamento da Alemanha.
Este é um ponto que você precisa desta­car: naquela época, os EUA não tinham o cos­tume de intervir em outras áreas do mundo. O governo dos EUA. havia sempre se confor­mado em influenciar seu quintal, isto é, o Mé­xico e a América Central. A não ser em casos raros, como nessa participação na guerra eu­ropéia, eles permaneciam isolados. Pois foi is­so que fizeram após a Primeira Guerra: acei­taram as decisões européias. Só voltariam a participar profundamente dos assuntos euro­peus durante a Segunda Guerra Mundial.
Na Alemanha, não havia mais imperador. No final da guerra, o Kaiser tinha sido der­rubado. Agora, o país era uma república de­mocrática. Esse período democrático foi cha­mado de República de Weimar e durou até 1933, quando os nazistas tomaram o poder e impuseram um regime político ditatorial (an­tidemocrático).
Em 1919 foi criada a Liga das Nações, uma assembléia de representantes dos paí­ses do mundo sediada em Genebra (Suíça). Seu objetivo era ajudar a resolver pacifica­mente todos os conflitos do planeta. No en­tanto, a Liga das Nações fracassou. Para co­meçar, os EUA não participaram das deci­sões. A Alemanha ficou de fora e a Rússia acabou se retirando.A Polônia também ficou independente. Havia muito tempo que o povo polonês lu­tava heroicamente por sua liberdade. O novo país surgiu de territórios antes dominados pela Rússia, pela Alemanha e pela Áustria.
Com o Tratado de Versalhes, os vence­dores impuseram duras penalidades à Ale­manha. Leia e faça seu julgamento. A Alema­nha perdeu todas as suas colônias. Ficou proibida de ter forças armadas poderosas. Ficou sem a maior parte da marinha e da aviação. O pior de tudo é que foi considera­da culpada pela guerra. Com isso, se viu na obrigação de pagar uma enorme indeniza­ção aos vencedores. Perdeu tanto dinheiro que mergulhou na maior crise econômica de sua história.
Ataque aéreo
O presidente Wilson, dos EUA, era con­tra a cobrança dessa indenização da Alema­nha. Propôs um plano de paz, os chamados 14 Pontos de Wilson. O governo america­no avaliava que pisotear a Alemanha só ser­viria para desequilibrar a Europa. Os vence­dores, porém, não lhe deram ouvidos. Exigi­ram o pagamento da Alemanha.
Este é um ponto que você precisa desta­car: naquela época, os EUA não tinham o cos­tume de intervir em outras áreas do mundo. O governo dos EUA havia sempre se confor­mado em influenciar sen quintai, isto é, o Mé­xico e a América Central. A não ser em casos raros, como nessa participação na guerra eu­ropéia, eles permaneciam isolados. Pois foi is­so que fizeram após a Primeira Guerra: acei­taram as decisões européias. Só voltariam a participar profundamente dos assuntos euro­peus durante a Segunda Guerra Mundial.
Na Alemanha, não havia mais imperador. No final da guerra, o Kaiser tinha sido der­rubado. Agora, o país era uma república de­mocrática. Esse período democrático foi cha­mado de República de Weimar e durou até 1933, quando os nazistas tomaram o poder e impuseram um regime político ditatorial (an­tidemocrático).
Em 1919 foi criada a Liga das Nações, uma assembléia de representantes dos paí­ses do mundo sediada em Genebra (Suíça). Seu objetivo era ajudar a resolver pacifica­mente todos os conflitos do planeta. No en­tanto, a Liga das Nações fracassou. Para co­meçar, os EUA não participaram das deci­sões. A Alemanha ficou de fora e a Rússia acabou se retirando. 

sábado, 1 de junho de 2013

CONSEQUÊNCIAS DA GUERRA

A primeira Guerra Mundial, anunciada como a “guerra para terminar com as guerras”, além de preparar conflitos posteriores ainda mais graves, deixou fixa a imagem de devastaçõese morticínios. Perto de treze milhões foram mortos e vinte milhões feridos. As despesas bélicas não apresentam termo de comparação com as das guerras precedentes e as devastações infligidas aos países, em cujos territórios se desenvolveram as operações ou devido à campanha submarina, alcançam números vertiginosos. Levando em conta a alta dos preços, o custo total do conflito representa 30% da riqueza nacional francesa, 22% da alemã, 32% da inglesa, 26% da italiana e 9% da americana.
(CROUZET, Maurice. História geral das Civilizações. São Paulo: Difel, 1975. V. 15. p. 45.)

Primeira Guerra Mundial - BBC - 1 º Capítulo - Às Armas! - Legendado


Excelente série de documentários da TV Inglesa BBC sobre o Primeiro Grande Conflito Mundial que ocorreu entre os anos de 1914-1918.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

POSTERS E JORNAIS





Declínio da Europa e Ascensão dos Estados Unidos

 O Fim da supremacia Europeia

Devido À 1ª Guerra Mundial, a Europa tivera necessidade de adquirir matérias-primas, alimentos e armas, sobretudo aos EUA. Para pagamento das dívidas contraídas, parte do ouro europeu foi progressivamente transferido para os EUA e a Europa passou de credora a devedora aos EUA.
Com isto tudo os EUA beneficiaram de um excepcional crescimento económico.
 
A 1ª Grande Guerra causou grande número de mortos e feridos, destruiu terras e fábricas e alterou o mapa político da Europa. Para evitar futuros conflitos, criou-se a Sociedade das Nações.Mas a guerra marcou, também, o fim da supremacia europeia no mundo: os Estados Unidos tornaram-se na 1ª potência mundial